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Empresários cobram candidatos a prefeito de Manaus

Líderes empresariais do Estado elaboram carta compromisso na qual pedem ética e transparência aos prefeituráveis 11/07/2012 às 09:18
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Representantes de cinco segmentos produtivos do Amazonas listaram ontem questões que querem ver honradas pelos eleitos à prefeitura e à CMM
Lúcio Pinheiro ---

Ético, transparente e comprometido com a cidade e com a melhoria da qualidade de vida dos habitantes de Manaus. É esse o perfil de prefeito que representantes da indústria, do comércio, da agricultura e da pecuária querem ver ocupar a sede do Poder Executivo Municipal da capital amazonense a partir de janeiro de 2013.

Nesta terça-feira (10), os empresários convocaram a imprensa para avisar que vão cobrar dos candidatos nas eleições deste ano, principalmente ao cargo de prefeito de Manaus, participação na construção dos planos de governos de cada um deles.

Os líderes empresariais, reunidos com a imprensa, no quarto andar do prédio da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), representam: 117,9 mil empregos diretos  na indústria; 195 mil no comércio, em Manaus. E juntamente com o Comércio, respondem pela arrecadação mais de 86,6% da principal receita tributária do Estado, o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS).

O presidente da Fieam, Antônio Silva, disse que a classe tem muito a cobrar. E não pode deixar de ser ouvida. “Precisamos cobrar que o segmento que gera a economia do Estado possa ter voz, dizer o que sente e traduzir em realidade aquelas promessas que não são cumpridas”, afirmou Silva.

Uma carta aberta aos candidatos nas eleições deste ano foi divulgada à imprensa, e será encaminhada hoje a cada um dos nove postulantes ao cargo de prefeito (a) de Manaus. No documento, as entidades de classe listam compromissos que esperam ver cumpridos por prefeito e vereadores eleitos em outubro.

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, disse que desagrada o descompromisso com que a Prefeitura de Manaus tem tratado o setor, sobretudo o fato de ter virado as costas para a degradação das vias do Polo Industrial de Manaus (PIM). “O que esperamos é que o próximo prefeito assuma esse compromisso. O PIM é o maior gerador de emprego da cidade, e, pela legislação atual, a prefeitura tem a responsabilidade e o dever de prezar por isso”, reclamou Périco.

Para o presidente da Fecomercio-AM, José Roberto Tadros, falta responsabilidade política aos administradores de Manaus. Principalmente para resolver problemas que exigem ações impopulares, como a retirada de camelôs das ruas do Centro da cidade. “Você vai para qualquer cidade da Amazônia, você não encontra mais camelôs”, disse Tadros.

Assinam a carta aberta aos candidatos a prefeito e vereador os presidentes da Fieam, Antônio Silva, da Fecomercio, José Roberto Tadros, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), Muni Lourenço Silva Júnior, da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, e do Cieam, Wilson Périco.

Centros comerciais

Os empresários defenderam, nesta terça-feira, que os camelôs devem ser instalados em centros comerciais localizados em áreas periféricas da cidade.

“Não somos contra a atividade dos camelôs. São cidadãos e chefes de família. Mas eu pergunto: De que região vêm os camelôs? Da periferia. E os clientes que compram dos camelôs, vêm da onde? Da periferia. Por que, então, não se constrói, junto das estações de ônibus, centros comerciais para que possam exercer sua atividade de forma digna, começando como micro e pequeno empresário?”, indagou o vice-presidente executivo da Faea, José Azevedo.

“Por que não mapeamos essas áreas e fazer não um, mas vários camelódromos em Manaus?”, questionou Antônio Silva, presidente da Fieam.

Ação

A carta elaborada pela Ação Empresarial do Amazonas, composta pela Fieam, Fecomércio, Faea, Aca e Cieam, cobra do próximo prefeito e dos vereadores eleitos em Manaus comprometimento com a ética “no trato da administração pública, internamente e no seu relacionamento com toda a sociedade”.

As entidades também pedem “transparência” do próximo administrador, “dando conhecimento a toda a sociedade das informações e dados relacionados à administração pública municipal”.

O terceiro compromisso cobrado na carta é com a melhoria da qualidade de vida em Manaus “por meio da adoção de políticas públicas e ações efetivas”. As entidades também cobram dos candidatos que assumam o PIM “como vetor fundamental para o crescimento sustentável da cidade”.

O quinto item que os candidatos a prefeito de Manaus vão ter que se comprometer com as entidades é o de discutir com profundidade os problemas da cidade em curto, médio e longo prazos.

E a sexta cobrança é valorizar o Centro Histórico da cidade, assumindo como meta de administração o incentivo ao comércio e ao turismo da região.