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Empresários do Polo Industrial de Manaus estão insatisfeitos com a infraestrutura

Consultores e empresários dizem que condições precárias de terrenos no Distrito 2 inibem interesse de novas indústrias 18/07/2012 às 09:12
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As empresas que desejam investir no Polo Industrial de Manaus (PIM) encaminham projeto e solicitam da Suframa um terreno. O espaço, que é da União, é cedido conforme o porte da empresa e, caso ela deixe o polo, o terreno é devolvido à União
Luana Gomes Manaus (AM)

Embora com as áreas adicionais do Polo Industrial de Manaus (PIM) que compõem o Distrito 2, os empresários do setor não estão satisfeitos com as opções disponíveis, caracterizando os lotes como “acidentados”, cheios de buracos, entre outros problemas que tornam o acesso dificultoso. Para tornar os espaços atrativos, reduzindo as reclamações quanto a falta de terreno para ‘aportar’ novos investimentos, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) pretende urbanizar a área até o final do ano, o equivalente a 5,7 mil hectares.

De acordo com a autarquia, “não há falta de terrenos na Zona Franca de Manaus (ZFM)”, entretanto, é necessário investir um alto valor nestes lugares, para considerar a instalação das fábricas. Conforme o posicionamento da Superintendência, muitos investidores consideram esta possível despesa inviável, devido a topografia no local, o que resulta na escolha destes empresários por áreas fora do âmbito do Distrito Industrial.

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, apontou que este “defeito” nos solos tem levado muitos grupos de investidores a preferir implantar suas fábricas na área da Torquato Tapajós, especialmente com a infraestrutura oferecida no local. Segundo o representante do setor industrial, todas as empresas tiveram a possibilidade de construir suas indústrias nos espaços oferecidos pela autarquia, a um preço de R$ 1 por metro quadrado, mas optaram por galpões ou terrenos de outros espaços da cidade, no valor imposto pelo mercado. “Em alguns casos, o preço do terreno pode ser mais barato do que o investimento em terraplanagem”, observou.

Segundo o dirigente, além da questão das vias de asfalto, também é necessário investir em energia elétrica e comunicação para que o terreno possa ser considerado “atrativo”. Périco ponderou que, mesmo com a urbanização das áreas acidentadas, as indústrias devem escolher os lugares onde “terão menos dor de cabeça e mais segurança”.

O consultor econômico, José Laredo, comentou que muitos dos clientes da consultoria na qual é responsável já comunicam a sua preferência por galpões alugados ou para a compra de terrenos em outras áreas, ao invés do que é ofertado no Distrito. Conforme o economista, as áreas disponibilizadas são de difícil acesso e, costumam estar rodeadas de invasões, por isso os empresários preferem o “plano B”. “Há muito terreno disponível, mas que requerem um custo superior ao que eles estão dispostos a pagar”, analisou.

A Suframa aguarda que seja aprovada pelo Congresso a ampliação dos benefícios da Zona Franca para a Região Metropolitana de Manaus (RMM).