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Empresários querem prazo para se adequarem às normas de segurança em casas noturnas

Neste momento, cerca de cem empresários, mototaxistas, ambulantes e músicos estão reunidos na zona Leste de Manaus para formar uma comissão que levará o pedido ao prefeito Artur Virgílio 30/01/2013 às 21:16
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O estabelecimento Casa da Mamãe foi um dos interditados pela Prefeitura de Manaus
acritica.com Manaus

Cerca de 100 pessoas, entre empresários do ramo do entretenimento, músicos, ambulantes e mototaxistas, estão reunidos, neste momento, na casa de show Kafunér, localizada na avenida Autaz Mirim, popularmente conhecida como Grande Circular, Zona Leste de Manaus, para eleger membros de uma comissão que levará ao prefeito da capital, Artur Virgílio (PSDB), o pedido de um prazo para que eles se adéqüem às normas legais de segurança.

O estabelecimento foi um dos 58 interditados pela prefeitura, nos últimos três dias, por não atenderem às normas de segurança estabelecidas para casas noturnas, como a disposição de extintores de incêndio em locais de fácil acesso, saída de emergência, entre outros.

A ação da prefeitura ocorreu no dia seguinte após o incêndio ocorrido em uma boate em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, o qual vitimou mais de 130 pessoas. Um dos motivos, conforme informações divulgadas na imprensa nacional, teria sido a superlotação e o outro, a ausência de saídas de emergência. Policiais que investigam o caso estudam, ainda, a possibilidade de aquisição de extintores piratas no local, os quais não teriam funcionado durante o incidente.

Em Manaus, os empresários alegam que, como estão interditados, ficam impedidos de lucrar e, consequentemente, de realizar obras de adequação que ofereçam mais segurança à população. A reunião iniciou às 20h e conta com a presença do vereador Francisco da Jornada.

A Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) informou que as secretarias envolvidas na fiscalização já estão montando um procedimento de emergência para atender a demanda, que deverá aumentar em função da fiscalização e ressatou que, apesar da operação já estar ocorrendo há três dias, poucos empresários procuraram os órgãos para tentar se regularizar. 

A Semcom informou, ainda, que "se os empresários pedirem uma audiência com o prefeito, certamente serão recebidos, porque o prefeito mantém o diálogo aberto com todos os segmentos da sociedade. Mas, vai exigir que todos se adequem às condições de segurança".