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Enchente: motoristas ainda estão confusos com as mudanças no Centro de Manaus

As interdições e restrições de circulação de veículos em ruas afetadas pela cheia do rio Negro deixam motoristas confusos 28/05/2012 às 08:54
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Mapa de interdições e restrições de circulação de veículos em ruas afetadas pela cheia do rio Negro
Milton de Oliveira Manaus (AM)

As intervenções em, pelo menos, dez ruas do Centro de Manaus, parcial ou totalmente alagadas por conta da cheia recorde do rio Negro, estão confundindo motoristas que trafegam pelo entorno da igreja da Matriz. Eles reclamam que acabam “andando em círculos” para chegar a bairros da Zona Sul, por exemplo, porque as placas indicativas das rotas alternativas estão em locais de pouca visibilidade.

Para os motoristas as placas ainda estão “escondidas”. “A cada dia a cheia avança mais pelas ruas do Centro. Eles colocaram as placas muito perto dos desvios e, quando vemos, não dá tempo de entrar no desvio certo, aí somos obrigados a dar outra volta”, contou o gerente de vendas Igor Beofe, 34.

Uma das esquinas com esse tipo de problema é a das avenidas Eduardo Ribeiro e 7 de Setembro, onde o trânsito foi desviado. “O acesso a bairros da Zona Oeste ficou mais rápido, mas o percurso para a Zona Sul aumentou”, disse o taxista Jorge da Silva, 47.

Para o taxista Luciano da Costa, 57, parte do trecho da avenida 7 de Setembro, entre as avenidas Eduardo Ribeiro e Getúlio Vargas, deveria ser alterado. “Não tem condição. Se você pega a rua 24 de maio, há carros estacionados nos dois lados da via e carretas, engarrafando ainda mais o trânsito. Se a prefeitura mudasse o sentido da 7 de Setembro até a Praça da Polícia, ficaria mais fácil”, desabafou.

Devido ao aumento do percurso em áreas do Centro, clientes negociam a viagem com os taxistas. “Eu costumo pegar o taxi lotação ou pagar fora do taxímetro, ou pago mais caro. Com engarrafamento e desvios, a viagem sai mais cara”, disse o industriário Daniel Souza, 32, que mora na Cachoeirinha.

Fiscalização

No fim de semana, agentes de trânsito do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) estavam no terminal de ônibus da Matriz e na rua Governador Vitório, próximo à sede da antiga prefeitura, para proibir a passagem de veículos de passeio e ônibus executivos. “Já houve casos, esses dias, de que dois executivos ficaram quebrados perto da alfândega, atrapalhando o trânsito na área. Então, estamos aqui para orientar esses condutores”, disse um agente que preferiu não revelar a identidade.

Desde que a enchente começou a afetar o Centro da cidade, no início de maio, a primeira rua a ser interditada foi a dos Barés, no dia 2 de maio. Sete dias depois, o prefeito Amazonino Mendes (PDT) declarou que o terminal de ônibus da Matriz poderia ser interditado se a cota máxima de 30,13 fosse atingida.