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Encontro de Estudos sobre Mulheres da Floresta debate situação da mulher no Amazonas

Terceira edição do Encontro de Mulheres da Floresta inicia hoje e  vai até sexta-feira no campus da Universidade Federal do Amazonas 28/11/2012 às 08:11
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Pesquisadores e ativistas discutem, a partir de hoje até a sexta-feira, a condição das mulheres na Amazônia
LÚCIO PINHEIRO ---

Assim como a academia recebeu por muito tempo os estudos sobre gêneros pela porta dos fundos, o poder público tem virados as costas para as mulheres que vivem distantes dos centros urbanos. A avaliação foi feita pela professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Iraildes Caldas Torres.

Iraildes  coordena o 3º Encontro de Estudos sobre Mulheres da Floresta (Emflor), que inicia hoje e vai até sexta-feira. Nos três dias do evento, pesquisadores se reunirão no campus da Ufam para apresentar estudos e discutir temas relacionados a gênero, etnicidade e deslocamentos na Amazônia.

Doutora em Ciências Sociais/Antropologia, Iraildes afirma que os olhos do poder público continuam fechados para as mulheres fora das áreas urbanas. “As mulheres da área urbana são mais privilegiadas com políticas públicas. Têm acesso a  uma séria de aparelhos sociais distantes das mulheres fora desse contexto urbano”, afirmou a pesquisadora.

Segundo Iraildes, o uso do termo “mulheres da floresta” não é gratuito. “Não é modismo. Há diferenças entre as mulheres das áreas urbanas e as mulheres das florestas. Quem são elas? As que estão em áreas ribeirinhas, em quilombos, as indígenas, etc. O Emflor privilegia essa mulher. Para que era seja reconhecida pelo poder público. Que consigam duas aposentadorias, seus títulos de terras e acesso à saúde. A saúde da mulher, por exemplo, no interior, é muito ruim”, disse a coordenadora.

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