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Enquanto aguardam ação do Prosamim, moradores vivem em situação de risco em Manaus

Famílias do beco Vitória, localizado no bairro da Glória, Zona Oeste, temem que a cheia chegue antes que o Programa Social. Cerca de 50 casas estão sendo afetadas 21/05/2014 às 10:40
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A Defesa Civil de Manaus começou a instalar pontes de madeira para garantir o ‘ir e vir’ dos moradores, mas o serviço foi interrompido no último sábado
Chris Reis ---

Os moradores que ainda estão vivendo em palafitas no beco Vitória, no bairro da Glória, na Zona Oeste, estão numa situação complicada por conta da enchente. Segundo eles, a Defesa Civil construiu algumas pontes, mas desde sábado disse que não construirá mais porque o número de moradias, que abrigam aproximadamente 50 famílias, é pequeno para continuar o serviço e eles devem procurar outro lugar para viver.

A área é afetada todos os anos pela cheia do rio Negro e do igarapé de São Raimundo. A maioria dos moradores deixou o local quando beneficiados pelo Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), porém, alguns ainda permanecem no local.

De acordo com o vigilante, Emanuel Nascimento, 32, uma solução é retirar as famílias, que ainda restam o mais rápido possível, pois as águas estão subindo e entrando nas casas. “Se não dá para fazer mais pontes, então é melhor retirar as pessoas. Muitas têm crianças e ela têm que passar sobre as águas correndo perigo”, avalia.

O autônomo Anísio Menezes, 52, que nasceu no beco Vitória, colocou um prego para verificar qual a medida da subida das águas. Segundo ele, todos os dias, sobe em média de 5 a 6 cm. Menezes também explicou que está ajustando o tamanho das pontes. “Como o igarapé sobe muito rápido, temos que aumentar todos os dias pois ele traz lixo e bichos, mas daqui a pouco não terá nada a ser feito”, avalia.

Ainda de acordo com ele, que mora com outras três pessoas na casa, muitos estão cadastrados no Prosamim, mas não aparece ninguém para retirá-los do local. “Prometem toda semana que virão, mas não aparecem. Já estive lá, me disseram para aguardar e não sair senão perdemos o direito, mas não podemos esperar a água entrar”, reclama.

Com a subida das águas, o lixo e os animais como cobras e jacarés também ameaçam a segurança dos moradores do beco Vitória. A dona de casa Francinete Melo, 32, mãe de duas crianças, disse que está tendo que caminhar sobre o igarapé e lembrou que apareceram duas cobras no local.

Ontem, a assessoria do Prosamim informou que continua o reassentamento de famílias da Glória. A previsão é de que até o término do mês de maio um total de 421 famílias sejam reassentadas.