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Enterro de vigilante assassinado é marcado por indignação

O crime aconteceu por volta das 19h30 desta terça-feira (17), logo após o vigilante ter assumido posto no trabalho, no turno da noite.  O vigilante ainda chegou a ser socorrido e levado para o Pronto-Socorro João Lúcio, mas não resistiu ao ferimento. 18/07/2012 às 20:42
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Familiares e amigos estavam inconformados e chocados com o assassinato cruel
Ana Paula Sena Manaus

O velório do vigilante da empresa Legítima Segurança, José Márcio da Silva Leal, 30, atingido com um tiro na cabeça durante assalto, no estacionamento da Maternidade Ana Braga, no São José, Zona Leste, foi marcado com muita revolta dos familiares e amigos, que estavam inconformados e chocados com o assassinato cruel.

“Meu filho estava trabalhando e não era bandido”, gritava a mãe do vigilante durante o enterro no cemitério Tarumã.

Amigos de trabalho do vigilante afirmaram que ele era um bom funcionário e que se sentem inseguros, devido ao número de assaltos a vigilantes ter aumentado. “Nós estamos trabalhando para manter a segurança da população, mas não conseguimos fazer nem a nossa, por isso é preciso mais investimentos. No estacionamento da maternidade, por exemplo, não havia câmeras de segurança que ajudasse a identificar os criminosos”, afirmou.

Segundo testemunhas, dois homens em uma moto entraram no estacionamento e roubaram a arma do vigilante que reagiu e chegou a travar luta corporal com os bandidos e foi morto com a própria arma, um revolver calibre 38.

De acordo com o irmão da vítima, Adelson da Silva Leal, 32 o vigilante trabalhava há seis anos na empresa e era muito dedicado ao trabalho. “É revoltante ver um homem trabalhador, pai de família ser morto covardemente por bandidos e ainda no próprio trabalho e com sua arma. Não vamos sossegar enquanto os bandidos não estiverem na cadeia”, desabafou.

O crime aconteceu por volta das 19h30 desta terça-feira (17), logo após o vigilante ter assumido posto no trabalho, no turno da noite.  O vigilante ainda chegou a ser socorrido e levado para o Pronto-Socorro João Lúcio, mas não resistiu ao ferimento.  A polícia está à procura dos suspeitos, que estão foragidos. De acordo com a prima do vigilante, Núbia Barbosa, ele era casado e deixa dois filhos, uma menina de 2 anos e um menino de 5.