Publicidade
Manaus
Manaus

Entrega das defensas da Ponte Rio Negro tem novo prazo

Obras que compõem o sistema de proteção da ponte, orçadas em R$ 67 milhões, só serão concluídas no próximo mês 02/02/2012 às 11:40
Show 1
No pilar da ponte Rio Negro, uma das 12 defensas que serão instaladas ao longo da obra. Até hoje nenhum desses equipamentos de proteção foi afixado
LÚCIO PINHEIRO Manaus

Atrasada há um mês e 20 dias, a conclusão dos serviços e instalação do sistema de proteção dos pilares da ponte Rio Negro teve o prazo de entrega esticado para o final de março. Orçadas hoje em R$ 67 milhões, as obras foram contratadas pela Secretaria da Região Metropolitana de Manaus (SRMM), órgão ligado ao Governo do Estado do Amazonas.

Inaugurada no dia 24 de outubro de 2011 pelo governador Omar Aziz (PSD), ao custo de R$ 1,09 bilhão, a única proteção que a ponte Rio Negro tem hoje são as restrições à navegação estabelecidas pela Capitania dos Portos.

A empresa responsável por executar e implantar o sistema de proteção da ponte é a Erin Estaleiros Rio Negro. Até ontem, segundo informações do Sistema Integrado de Controle e Gestão de Obras Públicas (Sicop) - acessado em http://sicop.am.gov.br/sicop/ -, o valor das medições dos serviços era de R$ 53 milhões, o que equivale a 79,15% da obra executados.

O contrato entre a SRMM e o estaleiro Erin começou a valer no dia 11 de março de 2011. O prazo inicial para concluir os serviços foi de 240 dias (oito meses). Mais tarde, o prazo foi esticado em mais 140 dias (quatro meses e meio). Com o aditivo de dias, a obra que seria realizada em oito meses só deverá ficar pronta um ano depois. De acordo com o diretor da Erin Estaleiros Rio Negro, Carlos Custódio, o primeiro prazo para concluir os serviços foi curto, porque a empresa teve que adquirir equipamentos fora do Brasil e o projeto inicial do sistema de segurança sofreu alterações.

“Tivemos que adquirir equipamentos da Espanha e China, e o transporte até Manaus demora”, justificou o diretor. Segundo Carlos Custódio, a empresa adquiriu guinchos que servirão para posicionar as defensas (balsas) nos pilares da ponte na Espanha. A Erin também comprou correntes e amarras na China.

O período do contrato entre o estaleiro e a SRMM encerra no dia 25 de março. O diretor do estaleiro Erin e assessoria de imprensa da SRMM informaram, ontem, que os equipamentos (poitas) que serviram para ancorar as defensas já posicionadas na água. Na semana passada, uma, das doze defensas, foi lançada na água. “Outra defensa vamos lançar sábado (4)”, disse Carlos Custódio.

De acordo com o diretor, ao longo da semana também estão sendo instalados os guinchos que vão posicionar as defensas. Após a instalação, os equipamentos serão testados por técnicos vindo da Espanha. Até a conclusão do sistema de proteção dos pilares da ponte, as restrições de navegação na área continuam valendo.

 Atualmente, os navios com peso bruto acima de duas mil toneladas só podem navegar por baixo da ponte com autorização da Capitania dos Portos, utilizando o canal principal durante o dia, em boas condições climáticas e de navegabilidade e com o auxílio de rebocadores.

Atrasos se repetem em outras obras

A Erin Estaleiros Rio Negro é uma das três empresas contratadas pelo Governo do Amazonas para construir 15 portos no interior do Estado. Orçados em R$ 261,6 milhões (97% de recursos federais), os terminais hidroviários começaram a ser construídos em março de 2010.

Deveriam ter sido concluídos em 365 dias. O que não aconteceu, passados um ano e dez meses. As outras empresas que trabalham na construção dos portos são as construtoras Sanches Tripoloni e Etam.

Em consórcio com a Sanches Tripoloni, o Erin é responsável pela execução de nove terminais hidroviários. A Etam pelos outros seis. Na semana passada, o governador Omar Aziz (PSD) apresentou à imprensa nove balsas construídas pela Erin. As estruturas fazem parte dos portos de Barreirinha, Beruri, Boa Vista do Ramos, Canutama, Careiro da Várzea, Codajás, Iranduba (Solimões), Itapiranga e Tapauá. Mas ainda estão em Manaus, sem previsão de serem transportadas para os municípios. No dia 22 de janeiro, A CRÍTICA mostrou que o Governo Estadual está com obras de portos atrasadas em até três anos e meio.