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Especialista ensina consumidor a deixar a cesta básica mais barata e saudável em Manaus

Preço de alguns alimentos sobe e desce, mas consumidor ainda pode economizar 06/10/2015 às 13:08
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A gastrônoma e nutricionista Ana Silva sugere substituições de alimentos e criatividade na hora de preparar a comida da família
nathália andrade ---

Você já deve ter passado pelo supermercado dizendo que ia “comprar só uma coisinha” e terminou com o carrinho cheio. Nessas situações, ou mesmo quando as compras são planejadas, é inevitável tomar aquele susto na hora de pagar, quando o valor da compra vai muito além do que você havia calculado. A situação acontece com frequência, especialmente com o aumento constante de alguns itens da cesta básica amazonense. A pergunta é: como driblar a alta de alimentos essenciais, como feijão e farinha?

Segundo a Gastrônoma e Nutricionista na empresa Alquimia Arte Culinária, Ana Silva, é possível contornar os preços altos com medidas simples, que podem fazer a diferença no orçamento do lar. “Em épocas assim, quando a inflação mexe no orçamento familiar, nada mais oportuno que optar pelo consumo de ingredientes da estação, pois são mais baratos. Comer em casa também fica mais em conta do que na rua. Ou ainda, preparar a própria marmita. E tem que pechinchar mesmo! Descobrir feiras livres e passar por dois ou três mercados, antes de gastar, vale a pena”, considerou.

Fazer a substituição de alguns produtos também pode ser uma opção. “Ninguém precisa ficar ‘escravo’ daquele alimento que subiu de preço. Carne bovina está cara? Consuma peixe fresquinho e deixe a carne para outra ocasião. Ou ainda, procure um corte de carne mais em conta. O filé está caro, vá de patinho, alcatra, fraldinha”, indicou Ana, que completou: “Ninguém merece comprar cebola a R$ 8,90 ou tomate a R$ 7,50 o quilo. Aprenda cozinhando e experimentando a substituir temperos. Dica: a farinha de milho, aquela do cuscuz, pode substituir a farinha de mandioca de forma tão gostosa quanto”, disse a nutricionista.

Vale lembrar que o quilo da farinha tradicional consumida pelos amazonense pode ultrapassar os R$ 10, enquanto um pacote de farinha de milho custa menos de R$ 2 e pode ser consumido da mesma maneira que uma farofa, inclusive acompanhando pratos principais.

Ana Silva alerta para o reaproveitamento dos alimentos. “Outro ponto importante é evitar desperdícios; aproveitando o máximo possível o ingrediente: legumes e verduras podem gerar caldos, sopas, saladas bem frescas para esse calorzão, por exemplo. Em tempos de crise, o melhor é comprar somente o necessário para alguns dias, pois os preços variam quase diariamente”, destacou Ana, que, ao lado do chef Fernando Matos Souza Neto, dá aulas de culinária na escola Alquimia Arte Culinária (rua Salvador 455, Adrianópolis). O contato para mais informações sobre as aulas e novas turmas é o 99193-9064.

Alimentos básicos mais caros

No mês de agosto, os alimentos que apresentaram alta foram banana prata, manteiga, leite, carne bovina, café, pão francês e feijão, segundo dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).