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Especialista propõe outras medidas antes da criação de hospital para cães no Amazonas

A proposta da criação de um hospital para animais no Amazonas gerou discussão entre parlamentares da Assembleia Legislativa. Mas, segundo especialista, antes da aplicação do projeto de lei outras medidas devem ser discutidas e implantadas  13/09/2012 às 14:43
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Indicadores apontam para o aumento da população de cães e gatos abandonados perambulando pelas ruas das grandes cidades
Evelyn Souza Manaus

Para o vice-presidente do Conselho Regional de Veterinária do Amazonas, Gilmar Nogueira Rocha, antes da criação do hospital de medicina veterinária no Estado – proposto pelo deputado Tony Medeiros (PSL) –, algumas medidas precisam ser tomadas como: a divulgação dos conceitos da posse responsável para os tutores dos animais; a implantação microchips de identificação nos cães e gatos; e campanhas de castração.

Na última terça-feira (11) o deputado Tony Medeiros defendeu, em discurso na tribuna, a aprovação da proposta. Disse que o Brasil é o segundo país do mundo com maior população de animais domésticos, o que exige uma posição sobre a adoção de políticas públicas nessa área.

“Não é porque em São Paulo tem um hospital que nós também temos que ter. Esse projeto precisa ser muito bem debatido. Quando está no papel é tudo muito bonito”, contestou Rocha.

Microchips e castração

Entre as medidas apontadas para melhorar os problemas envolvendo cães e gatos está a aplicação de microchips nos animais.

 “Um dos maiores provocadores de acidente de trânsito envolve animais abandonados que correm pela rua. Caso os animais tenham uma espécie de chip que contenha todas as informações isso facilitaria na buscar pelo dono”, ressaltou o vice-presidente.

A sugestão não é novidade em algumas cidades, entre elas Campo Grande (MS). No ano passado, a Câmara dos Vereadores  da cidade promulgou uma lei que previa a colocação gratuita de microchip em animais domésticos, cujos donos comprovassem não ter condições de pagar a taxa, de R$ 15, cobrada pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). O procedimento já era feito desde 2008, em atendimento à lei da posse responsável de animais na cidade, de 2005.

Gilmar destaca ainda que os animais de estimação devem ser castrados, tanto cães quanto felinos, para que exista um controle reprodutivo. “Se é um animal de companhia entende-se que ele é doméstico, de estimação e não precisa ficar pela rua procriando”, disse.

Posse responsável

O veterinário aponta ainda que além da castração, os conceitos que envolvem a chamada posse responsável devem ser difundidos entre os responsáveis por cães e gatos.

A Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal ARCA Brasil foi a entidade que consolidou no país o conceito de posse responsável de cães e gatos. A associação criou os Dez Mandamentos da posse responsável.  

Proposta na ALEAM
De acordo com o projeto de lei apresentado em Manaus, o hospital prestaria atendimento gratuito a animais de propriedade de pessoas comprovadamente de baixa renda e aos sem dono, com serviços de consultas, vacinas, exames internação, cirurgias, além de castração.

Ao ser questionado sobre o valor da construção do hospital e dos custos de manutenção, Tony disse não ter ideia. “Já existe um hospital veterinário público em São Paulo. Devo visitar esse hospital para verificar o funcionamento”. Para ele, os animais doentes ou abandonados é uma questão de saúde pública.