Publicidade
Manaus
Manaus

Especialistas opinam sobre o Plano Diretor de Manaus

Atual projeto está aquém de um planejamento para a cidade “oferecer melhor qualidade de vida”, afirma Jaime Kuck (CAU-Am) 04/06/2012 às 07:18
Show 1
O presidente da CMM, vereador Isaac Tayah, debateu o Plano Diretor da cidade com especialistas de vários setores
Jornal A Crítica Manaus

“Não adianta trazer mais ônibus novos para a cidade se não há planejamento para melhorar a mobilidade urbana. À revelia de um plano de transporte construímos viadutos, colocamos ônibus, atiramos para tudo que é lado e não resolvemos o problema”. A declaração é do presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amazonas (CAU-AM), Jaime Kuck.


O CAU-AM faz parte de um grupo de entidades que estão analisando o anteprojeto do Plano Diretor para apresentar, entre junho e outubro, propostas de adequação do texto enviado pela Prefeitura Municipal de Manaus (PMM). O precário sistema de transporte urbano da cidade é apenas um dos problemas que afetam diariamente a rotina de quem vive na cidade e cuja solução ficou de fora do Plano Diretor da cidade.
O anteprojeto, que propõe revisão do primeiro plano diretor apresentado em 2002, começou a tramitar na Câmara Municipal de Manaus (CMM) depois de quase dois anos e de gastos de cerca de R$ 3,7 milhões para a construção do texto. O valor foi informado pelo presidente da CMM, vereador Isaac Tayah.

Por causa das lacunas no anteprojeto, várias entidades da sociedade civil promovem uma verdadeira força-tarefa na tentativa de melhorar, de forma voluntária, o texto encaminhado pela PMM. O prazo final é 3 de novembro de 2012, data em que o plano já deve estar votado.


“Eu acho que é um momento ímpar, se queremos mudar a cidade. A outra opção é fazer de conta que está tudo bem. Dizer 'sim, senhor' para o que o Executivo mandou e aprovar cheio de falhas”, declarou o presidente da CMM, Isaac Tayah.


O vereador foi o responsável por distribuir cópias do anteprojeto encaminhado pela PMM a entidades como o CAU-AM, Suframa, Conselho Regional de Economia (Corecon), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Arquidiocese, Sebrae, universidades, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), Ministério Público do Estado (MPE), entre outros.


Todos os órgãos destacaram membros especialistas em suas áreas para se debruçarem sobre as sete leis que compõe o Plano Diretor da cidade. “A gente percebe uma preocupação nesse plano diretor (enviado pela PMM) mais para as edificações. O texto prevê construção de prédio com 25 andares, mas ninguém fala como você vai acessar esse prédio. Quando se constrói um prédio desses tem que se pensar nas vias, como se vai tirar o lixo desse local. E os nossos resíduos sólidos (lixo) não estão contemplados corretamente nesse plano diretor”, destacou o presidente da CMM.

Segundo a opinião do presidente do CAU-AM, Jaime Kuck, assim como o projeto de 2002, o novo plano está longe de representar um planejamento para que a cidade ofereça melhor qualidade de vida a seus habitantes.


Jaime Kuck destacou que as críticas não significam que o plano diretor entregue pela Prefeitura precise ser totalmente refeito, mas necessita aprofundar temas vitais para a cidade.