Publicidade
Manaus
OPERAÇÃO

PF desmonta em portos de Manaus esquema de exportação ilegal de madeira da Amazônia

Material era levado clandestinamente para EUA e Europa. Operação em andamento há mais de um mês já reteve madeira suficiente para cobrir distância entre Belém e Brasília 18/01/2018 às 07:23 - Atualizado em 18/01/2018 às 09:39
Show 87
De acordo com as autoridades, essa é uma das maiores apreensões mundiais de madeira beneficiada já realizada em portos (Foto: Agência Brasil)
Reuters

A Polícia Federal informou nesta quinta-feira (18) que desmontou um esquema de transporte clandestino de madeira extraída ilegalmente da floresta amazônica destinada a grandes comerciantes madeireiros no Brasil, na Europa e Estados Unidos, em uma operação realizada em parceria com o Ibama em dois portos da cidade de Manaus.

A chamada operação Arquimedes, deflagrada a partir de um alerta da Receita Federal, está em andamento há mais de um mês e já reteve até o momento 444 contêineres, dos quais 20% foram periciados até o momento, de acordo com a PF.

“O material apreendido até o momento, se colocado de forma linear, cobriria um percurso de 1.500 quilômetros, o que equivaleria à distância entre Brasília e Belém, aproximadamente”, disse a Polícia Federal em comunicado.

De acordo com as autoridades, essa é uma das maiores apreensões mundiais de madeira beneficiada já realizada em portos.

Segundo a Polícia Federal, foram descobertas falsificações e outras fraudes nos Documentos de Origem Florestal (DOFs), como diferenças entre o atestado nos documentos e o verdadeiro conteúdo dos contêineres, entre elas a descrição das espécies exploradas.

“As madeiras retidas por ilegalidade documental eram originárias de exploração nos Estados de Roraima, Rondônia e Amazonas, e em torno de 50% delas teria como destino a Europa e os EUA”, informou a PF, acrescentando que os dois portos de Manaus onde a operação foi deflagrada são responsáveis pelo escoamento da quase totalidade da produção de madeira extraída na Amazônia Legal.

A PF acrescentou que as investigações agora visam a identificar os indivíduos e empresas envolvidos na extração ilegal, no transporte e na comercialização da madeira, e que os envolvidos responderão pelos crimes contra a flora previstos na Lei de Crimes Ambientais e de receptação previsto no Código Penal.