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Estudantes de arquitetura e urbanismo buscam soluções para resolver problemas de Manaus

Profissionais e estudantes de 12 faculdades Sul-americanas buscam, em evento, alternativas para resolver problemas da cidade. Encontro segue até o sábado (5), quando os projetos serão apresentados em ator público 02/05/2012 às 08:36
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No Cacau-Pirêra, em Iranduba, participantes do SOS Manaus conhecem a “arquitetura” feita sobre as águas do rio Negro
Milton de Oliveira ---

As cidades de Manaus e Iranduba (a 25 quilômetros da capital) precisam encontrar um modelo próprio de urbanismo. Esse foi o recado deixado por profissionais e estudantes de Arquitetura e Urbanismo que participam do evento ‘SOS Manaus’, promovido pela Organização Não-Govenamental S.O.S Ciudades, que já realizou eventos deste tipo em nove cidades da América do Sul. Ontem, eles fizeram visitas técnicas em diversos pontos de Manaus e Iranduba. Hoje, eles continuam as atividades num debate na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). No final da semana serão propostos projetos voltados para solucionar problemas de Manaus. O documento final será apresentado durante um ato público, no sábado, no largo São Sebastião, Centro.

De acordo com o diretor da ONG S.O.S Ciudades, Marcelo Vila, o desenvolvimento de Manaus deve estar ligado intimamente com a natureza. “Uma das coisas excepcionais que tem essa cidade e é completamente diferente de todas as que eu vi, é a sua riqueza de matéria prima”, afirmou. Ainda conforme o coordenador, Manaus é uma cidade privilegiada por estar no “coração da selva”. “Esta cidade produz biodiversidade e seus valores são únicos. Portanto, devemos perguntar que tipo de modelo de cidade querem as pessoas daqui porque o valor essencial está na floresta, que não deve ser destruída”, destacou. A estudante de Arquitetura da Universidad Nacional de Córdoba, na Argentina, e que veio pela primeira vez a Manaus, Maria Yoma, considera que as autoridades e os moradores devem explorar “de forma inteligente” os recursos da floresta. “Definitavamente, cada cidade deve descobrir seu modelo de crescimento e não copiar modelos europeus ou de outras culturas que não servem para essa região”, disse a estudante. Ela disse também, que os recursos naturais daqui são mais “visíveis” do que em outros lugares que visitou. “Parece que aqui a água, o verde, os rios são mais bonitos. Então, devemos fazer um uso correto desses elementos na hora de urbanizar uma cidade”, falou.

Conforme o coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Ufam, José Carlos Bonetti, na tarde do próximo sábado, todos os participantes se reunirão em frente ao Teatro Amazonas, Centro, e entregarão aos representantes do governo, três projetos de arquitetura e urbanização confeccionados durante o encontro. “Já fizemos o convite às autoridades. Espero que ao longo do encontro eles respondam”, finalizou.