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Estudantes em Manaus filmam e divulgam próprias lutas nas redes sociais

Uma adolescente de 12 anos foi espancada em frente à Escola Municipal Professora Raimunda Eneida Cerquinho da Silva, localizada na rua São Sebastião, bairro Novo Israel, Zona Norte de Manaus 28/07/2012 às 13:34
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Estudantes em Manaus filmam e divulgam suas próprias lutas nas redes sociais
Ana Paula Sena Manaus

Uma adolescente de 12 anos foi espancada em frente à Escola Municipal Professora Raimunda Eneida Cerquinho da Silva, localizada na rua São Sebastião, bairro Novo Israel, Zona Norte de Manaus.

A mãe da jovem, Isabel Lavareda, 52, decidiu denunciar o caso à polícia, após várias ameaças que a filha vinha recebendo. “Mesmo depois que minha filha ficou com vários hematomas e doente, a menina que bateu nela continua rondando a minha casa e ameaça matá-la”, afirmou.

O vídeo mostra a aluna da escola agredindo a socos, chutes e puxões outra estudante. A mãe teve de registrar o caso na delegacia com medo de os agressores matarem a menina. “Eu também fui obrigada a retirar a menina da escola com medo que esses criminosos matassem minha filha. Agora ela está sem estudar e nem sai mais de casa”, afirmou.

De acordo com os alunos da escola, as brigas são marcadas por rede social e após os embates, os responsáveis por filmar, editam e postam as imagens no site de compartilhamento de vídeo YouTube. “Várias amigas já ficaram muito machucadas com essas brigas. Existe um grupo de pessoas mais velhas que forçam várias meninas a brigarem, ameaçando que se não bater vão morrer ou levar várias facadas”, afirmou uma adolescente.

Estudantes dizem ter sofrido ameaças

Segundo os alunos da Escola Municipal Professora Raimunda Eneida Cerquinho da Silva já foram postados mais de 15 vídeos com imagens de lutas, principalmente entre meninas, somente da escola. Enquanto as adolescentes brigam, uma terceira pessoa filma a situação pelo celular. Além de incentivar a briga, essa terceira pessoa ameaça os outros alunos que presenciam o fato a não intervir nas lutas ou serão as próximas vítimas do grupo.

A estudante agredida afirmou que sofre ameaças de morte e que foi espancada porque teria delatado uma boca de fumo à polícia. “Fui agredida porque essa garota acha que eu denuncie uma boca de fumo aqui no bairro. Isso não é verdade. Eu não sei onde tem boca de fumo e não denunciei ninguém”, disse.

O caso já foi registrado na Delegacia Especializada de Apuração em Atos Infracionais (DEAAI) que está investigando vídeos de lutas corporais entre estudantes da escola. A dona de casa Maria Lucimar Leite Tavares, 43, mãe da estudante de 13 anos, que agrediu a colega de escola, se defendeu confirmando o envolvimento da filha na briga, porém, deu versão diferente sobre o motivo da luta. “Ela eram amigas e a briga foi por causa de namorado. Esse negócio de droga não é de meu conhecimento”, afirma.

A estudante que agrediu a colega afirmou que foi obrigada a brigar, pois foi ameaçada. “Eles (outros alunos) ameaçam dizendo que se não desse porrada, a próxima a apanhar seria eu. Não tem como fugir de um monte de gente, tive que bater nela”, disse. A mãe da jovem agressora também afirmou que também já retirou a filha da escola, para evitar complicações. “Minha filha também não está mais indo para escola e não quero mais complicações”, afirmou. As mães e as duas estudantes foram convocadas para audiência na semana que vem.