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Manaus
NEUROMOTORA

Ex-comandante do CMA, General Villas Bôas revela sofrer de doença degenerativa

O general, que viveu no Amazonas, afirmou, em vídeo, que precisa atualmente de uma bengala para auxiliar nos movimentos. Em 2014, ele recebeu o título de Cidadão de Manaus 24/03/2017 às 21:01 - Atualizado em 24/03/2017 às 21:06
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A entrevista com o General Eduardo Villas Bôas foi publicada nesta semana no Youtube (Foto: Reprodução/Youtube)
Amanda Guimarães Manaus

O ex-comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, revelou em vídeo publicado no Youtube nesta semana que “sofre de uma doença neuromotora, de caráter degenerativo”. O militar afirmou que precisa atualmente de uma bengala para auxiliar nos movimentos.   

Segundo o general, a doença trouxe algumas limitações, pois já não possui mobilidade para percorrer unidades ou acompanhar operações do Exército. Mas ele também destaca que continua no pleno desempenho da sua função.

“Eu prossigo no tratamento da doença neuromotora, de caráter degenerativo, que me trouxe algumas limitações, algumas dificuldades para caminhar. Isso me tira um pouco da mobilidade para percorrer as unidades, acompanhar uma operação ou participar de determinadas cerimônias, por exemplo. Mas estou em pleno desempenho da função”, ressaltou o general.

Eduardo Villas Bôas atualmente é comandante do Exército Brasileiro. No CMA, exerceu a função principal no período de agosto de 2011 a abril de 2014. No mesmo período, recebeu o título de Cidadão de Manaus, concedido pela Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Durante a entrevista no canal do Youtube do Exército Brasileiro, o comandante afirma que não pretende se afastar da suas funções por conta do tratamento. “Esse ano será um ano muito denso. Tanto em relação a essas questões que acabo de citar, quanto da proteção social. É um ano que exigirá muito de nós, então, me sinto em plenas condições de prosseguir, e de chegar até o final do meu comando ou até o momento que o Presidente achar necessário”, disse.

Com o tom de brincadeira, o general comenta que o esporte brasileiro será o mais prejudicado com a doença. “Mas o prejuízo maior será para o esporte nacional, já que não poderei participar dos próximos Jogos Olímpicos (risos). Como estou usando uma bengala o Estado-mor terá que elaborar as normas para a utilização da bengala quando eu estiver de serviço ou em uma cerimônia também”, completou.