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Ex-vereador do PDT no Amazonas reage a declarações feitas por secretário geral do partido

Mário Frota rebate declarações feitas por Dermilson Chagas. Para o vereador que agora é do PSDB, Amazonino ficou com o lado podre do PDT 18/01/2012 às 07:51
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Vereador Mário Frota afirma que saída do PDT é uma busca pela qualidade o que já não existia na antiga legenda
Kleiton Renzo Manaus

 “O PDT se tornou hoje a cozinha do Amazonino (Mendes, prefeito de Manaus)”, disparou ontem o vereador Mário Frota, ex-pedetista e, hoje, no PSDB, do ex-senador Artur Virgílio Neto. A declaração é uma resposta às críticas feitas pelo secretário-geral do PDT, Dermilson Chagas, que em entrevista a A CRÍTICA, publicada na edição de terça-feira(17), disse que a saída do vereador ex-pedetista e a entrada do ex-petebista, Amazonino Mendes (PDT), foram os momentos que levaram a legenda a sair “das cinzas”, como partido no Amazonas.

 “O que eu acho importante não é quantidade, mas sim a qualidade”, disse Frota. Para o tucano, a sua saída dele e dos demais membros do PDT representou a ruptura com o “lado podre do partido”. “O lado bom do PDT nunca entendeu que o partido era uma moeda de troca. O partido não é covil. É coisa séria. O lado podre foi quem se vendeu para o Amazonino”, rebateu.

 A defesa de Frota confronta as declarações de Chagas, que disse que o PDT estava nas mãos de pessoas que queriam uma política única, voltada para um grupo fechado. “De uma forma ou de outra nós tivemos um Praia (Jefferson, ex-senador, também hoje no PSDB) um Mário, que faziam seus papéis. Mas eram papéis restritos, uma política umbilical, que não fazia a gente crescer”, alfinetou Dermilson Chagas.

O ex-prefeito de Manaus Serafim Correa (PSB) disse ontem que não iria comentar as declarações do secretário-executivo do PDT. Já o ex-senador Jeferson Praia (PSDB), seguindo a linha diplomática minimizou: “tenho que respeitar a opinião de todo mundo. E outra, eu já estou em outro barco”, disse.

Tanto Frota, quanto Praia saíram do PDT após a filiação do prefeito Amazonino Mendes que assumiu o comando da sigla no Amazonas em 10 de setembro de 2011. Na época, até a Juventude Socialista do Partido Democrático Trabalhista do Amazonas (JSPDT-AM) entrou com recurso na Executiva Nacional do PDT e com uma representação no Conselho de Ética do partido contra a filiação do prefeito. Não deu em nada.

Nos bastidores do PDT, o que se espera é que a entrada de Amazonino na legenda devolva ao partido a projeção que teria perdido quando compôs a vice-prefeitura de Serafim Correa, com Mário Frota. O prefeito de Manaus enfrenta problemas quanto a sua aceitação por parte de parcela da sociedade, o que para alguns analistas políticos, justifica a recorrente recusa pública de Amazonino ao plano de reeleição nesse momento ao mesmo tempo em que amplia sua presença em inaugurações e reforça programas populares. Para Dermilson Chagas um dos principais interlocutores de Amazonino o momento é de renovação. Pelo menos para o PDT. “Ocorreu uma soma de valores no partido. O que nós tínhamos e o que veio”, disse.

Novo partido, velha briga

O vereador Mário Frota afirma que no momento atua para fortalecer a nova legenda - PSDB - com vistas às eleições municipais de outubro. Ele não deixa escapar os planos do PSDB para o pleito, mas não esconde o interesse pela candidatura do ex-senador Artur Neto (PSDB).

Para Mário Frota, a única decisão tomada por ele diz respeito a uma possível coligação com o PSB do ex-prefeito Serafim Corrêa: “não acredito mais no Serafim como administrador”, disse. Frota foi vice-prefeito de Serafim Corrêa no período de 2005 a 2009.

De acordo com Mário Frota o partido ainda está conversando sobre as possibilidades de lançar chapa única do PSDB ou se vai apoiar algum outro partido.

 “O Artur tem colocado muito às claras isso, de que o PSDB não tem cacique. Que quem decide são os membros do partido. Se de repente o partido resolver coligar ao PSB e a maioria aceitar, eu aceito. Mas não subo no palanque do Serafim”.