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Faculdade de medicina da UFAM exige segurança para alunos e professores

Acadêmicos e professores reclamam da violência e lamentam a decisão que os impede de estacionar no cemitério São João Batista 23/03/2012 às 09:12
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Estacionamento em cemitério era feito por professores e alunos de Medicina
jornal a crítica Manaus

Relatos de roubos, arrombamentos de carros, sequestros relâmpagos e falta de espaço para estacionar, foram as justificativas do diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), doutor Dirceu Ferreira, para o uso das ruas do cemitério São João Batista como estacionamento por parte do dos funcionários da instituição. Ele mesmo reconheceu que estacionava dentro do cemitério.

De acordo com Dirceu, nos próximos dois anos a situação vai piorar com a construção do novo Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV).

“Embora o projeto do hospital contemple um estacionamento próprio, onde você vai colocar 1,4 mil carros”, questionou Dirceu.

O quarteirão em que está instalada a faculdade abriga também um ambulatório, um auditório e o próprio HUGV, o que aumentaria o fluxo de veículos na área.

“Alguém pode falar que o problema de estacionamento da faculdade é um problema federal. Mas as ruas do quarteirão estão tomadas de carros de pessoas que precisam do atendimento do hospital, independente de que elas sejam federais ou não”, argumentou  o diretor. Segundo ele, o quarteirão precisa também de policiamento.

O médico questionou também por que há pessoas que usam o cemitério para fazer sexo, tomar drogas e roubam os adornos dos túmulos, e “não acontece nada com eles”. “Não há lei que proíba o estacionamento dentro do cemitério”, afirmou.

O diretor de cemitérios de Manaus, Sidney Wanderley, lamentou que o diretor pense dessa forma. “Não é uma questão de lei, mas de ter bom senso e respeito para com as pessoas que visitam o cemitério”, destacou.

Outro fator que levaria ao estacionamento dentro do cemitério é o constante roubo nas imediações da faculdade.

“Você não pode deixar nada de valor no carro, como um computador portátil, que os ladrões levam”, disse o estudante de Medicina Álvaro Costa, 24. Ainda segundo ele, muitos flanelinhas seriam responsáveis por furtos e danos aos carros de professores e estudantes.

Para o coordenador do curso,  Ivan Tramujas, uma viatura policial e câmeras nas esquinas da instituição inibiriam os roubos. “A via é pública. Então, por que devemos pagar para estacionar nela. E que tipo de segurança pode oferecer um flanelinha?”, argumenta.