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Falta de água de volta à TV no horário eleitoral gratuito

Candidato à prefeito Herbert Amazonas revela tema do primeiro programa. Já os candidatos Luiz Navarro e Jerônimo Maranhão querem surpreender os concorrentes 19/08/2012 às 16:11
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Candidato do PSTU, Herbert Amazonas (à esquerda), do PMN, Jerônimo Maranhão, e do PCB, Luiz Navarro
Mariana Lima Manaus (AM)

Dos nove candidatos a prefeito de Manaus apenas Herbert Amazonas (PSTU) pretende usar um tema específico em seu primeiro programa no horário eleitoral: o problema da distribuição de água na cidade. Os prefeituráveis Jerônimo Maranhão (PMN) e Luiz Navarro (PCB) preferiram guardar segredo sobre o que planejam para o início da propaganda gratuita. Disseram que vão surpreender os outros concorrentes.

A ordem de transmissão dos programas foi definida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) no dia 8 deste mês. Conforme a lei eleitoral nº 9.504, o tempo  disponibilizado para cada candidato é definido pela quantidade de partidos que integram a coligação. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), que conta com oito partidos na coligação “Melhor para Manaus” terá o maior tempo para a exibição de propostas, 12min45seg.

Sem equipe

Herbert é um dos dois candidatos que tem o menor tempo de televisão. Conta com 1min6seg  para cada programa. “Não temos muito dinheiro nem tempo, logo não podemos deixar de falar desses assuntos o quanto antes”, explicou o candidato do PSTU. Ele disse que não contratou  equipe de Marketing e que vai contar com a ajuda dos colegas de partido e simpatizantes.

 O candidato do PCB, Luiz Navarro, também  não contratou uma equipe para preparar a campanha dele no horário eleitoral, mas revelou que está “estudando artes e estratégias políticas para a campanha”. O comunista preferiu não informar  que assunto pretende abordar  no primeiro programa no rádio e na TV. “Vai perder o segredo”, justificou.

O representante do  PMN na disputa pela Prefeitura de Manaus, Jerônimo Maranhão, tem o terceiro menor tempo de televisão, apenas 1min9seg. Ele disse que a campanha eleitoral dele será toda revestida de mistérios. “Contratamos uma equipe de fora justamente para surpreender as pessoas. É uma questão de estratégia para que os temas não sejam os mesmos e que não sejam abordados da mesma forma”, explicou o candidato.

Falsa democracia

Para o professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e especialista em mídias sociais, Gilson Monteiro, a falta de investimento nos partidos pequenos dificulta a democracia nas eleições. “Percebemos que alguns partidos que estão no poder possuem mais chances do que aqueles menores ou de oposição, pois possuem poucos aliados para aumentar a verba e o tempo de exposição na mídia. Dificilmente um partido pequeno conseguirá hoje vencer uma eleição defendendo suas ideias transmitidas em panfletos,  em xérox ou santinhos”, disse  o professor que é doutor em  Comunicação Social.

Segundo Gilson, o horário eleitoral gratuito é composto de uma falsa democracia: “Durante as eleições os programas de horário eleitoral gratuito fazem parte de uma falsa democracia, onde todos, tecnicamente podem apresentar suas propostas. É preciso ter em mente que alguns candidatos já entram na disputa derrotados, pois não têm recursos nem tempo para apresentar suas propostas”, argumentou o professor.