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Falta de registro de curso no CREA dificulta acesso de egressos ao mercado de trabalho

Alunos do curso tecnológico de Petróleo e Gás ofertado pela Universidade Nilton Lins dizem que a falta de regularização do curso junto ao CREA impossibilita a retirada de registros profissionais 04/10/2012 às 14:22
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"Sabemos de pessoas que já concluíram o curso e que tiveram que deixar seu emprego, após a empresa exigir a apresentação do número de registro expedido pelo CREA", afirma acadêmica do curso ofertado da Universidade Nilton Lins
JOELMA MUNIZ Manaus

Acadêmicos do curso de Petróleo e Gás da Universidade Nilton Lins afirmam que a instituição não regularizou o curso junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA) e por isso os recém-formados não conseguem documentos que regulamentam a profissão, fato que isso prejudica a inserção dos egressos no mercado de trabalho. A assessoria do conselho confirma a ausência de registro.

Por conta do impasse, os universitários prometem realizar manifestação em frente ao prédio da Nilton Lins, localizado na avenida Tefé, bairro Japiim, zona Sul de Manaus às 18h desta quinta-feira (4).

De acordo com a aluna do 6º período, Shirley Cristina da Silva Amaral, 25, o problema atinge cerca de 300 alunos entre os que estão estudando e os que já concluíram o curso.

“A Universidade já está finalizando a oitava turma e o impasse continua. Desde que ingressamos na instituição fomos informados que os tramites para o reconhecimento do curso tanto no MEC quanto no CREA já estariam sendo providenciados. Mas, a coordenação vem mentindo pra gente”, disse.

Shirley afirma que, os alunos só descobriram a real situação do curso junto aos órgãos quando um grupo procurou o Conselho de Regional de Engenharia e foram informados de que a Nilton Lins não teria enviado nenhum tipo de documentação para que o processo de análise de aprovação do conselho fosse realizado.

“A única coisa que temos é o aval do Conselho Químico, mas o que as empresas exigem para que possamos exercer a profissão que escolhemos não. Sabemos de pessoas que já concluíram o curso e que tiveram que deixar seu emprego após a empresa exigir a apresentação do número de registro expedido pelo CREA”, ressaltou.

CREA

Conforme explicou a assessoria de imprensa do Conselho, o curso de Petróleo e Gás da Universidade Nilton Lins de fato ainda não foi reconhecido pelo CREA. Mas, representantes da instituição de ensino já teriam sido orientados quanto aos documentos necessários para que o reconhecimento seja firmado.

Matéria divulgada no site do CREA informa que:  “a instrução foi dada ao pró-Reitor de Graduação da Universidade Nilton Lins prof. Dr. Vitangelo Plantamura e ao coordenador do curso de engenharia civil, prof. Jackson Matos, além do gestor prof. Clemilton Souza, em reunião na sede do CREA na tarde da última terça-feira (2)”.

A assessoria esclareceu à reportagem de acritica.com que, após a solicitação de reconhecimento do curso, o pedido segue para avaliação plenária que estudará se a matriz curricular corresponde ao exigido.

Nilton Lins

A reportagem tentou por várias vezes, nesta manhã, contato com os responsáveis pelo curso de Petróleo e Gás da Universidade Nilton Lins que funciona em um prédio localizado na avenida Tefé. Mas, foi informada por um funcionário que não quis revelar seu nome, que os coordenadores do curso só atenderiam a partir das 14h, e que o telefone da assessoria de comunicação da universidade não poderia ser divulgado à imprensa.

A reportagem tentou contato novamente das 14h às 14h30 pelos telefones: 3215-39-00//3215-39-01//3215-43-00 e não obteve êxito.