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Família de interno morto dentro de centro sócio-educativo em Manaus exige explicações

Tatiano Amorim Guimarães morreu nesta terça-feira (29) no Centro Sócio-Educativo Dagmar Feitosa. A família diz que vai abrir uma ação contra o Estado por conta da morte do interno 30/05/2012 às 18:14
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Família de Tatiano, que morreu dentro do Centro Sócio-Educativo Dagmar Feitosa, diz que vai abrir uma ação contra o estado por conta da morte do interno
Evelyn Souza, Mariana Lima e Thiago Monteiro Manaus

A família do interno Tatiano Amorim Guimarães, 20, exige explicações sobre a morte dele que aconteceu dentro do Centro Sócio-Educativo Dagmar Feitosa, no início da noite desta terça-feira (29). A família disse que vai abrir uma ação contra o Estado por conta da morte do interno dentro do centro.

Por volta de 18h30, Tatiano, estava acompanhado de dois adolescentes de 17 anos limpando uma das celas. Segundo depoimentos dos adolescentes, neste momento um dos monitores foi até o local para avisar os detentos sobre a hora do jantar quando foi rendido pela dupla. Os adolescentes teriam planejado uma fuga do Centro Sócio-Educativo e convidado Tatiano para participar, mas o mesmo teria se negado.

Em depoimento o monitor disse que os adolescentes estavam portando lâmpadas, vassouras e armas feitas de garrafa pet, que seriam utilizados durante a fuga. Durante a movimentação um dos seguranças percebeu o tumulto e atirou assustando a dupla que correu de volta para a cela.

Cerca de 20 minutos depois, os adolescentes chamaram um dos monitores dizendo que Tatiano estava ferido.

O monitor disse a polícia que ao chegar na cela percebeu que Tatiano tinha várias perfurações pelo corpo, mas que não dava para identificar se tinham sido feitas por arma de fogo ou arma branca.

O laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) indica que Tatiano foi vítima de arma branca ainda não identificada. O laudo definitivo só deve sair daqui a 30 dias.

Os dois adolescentes suspeitos, em depoimento, disseram que Tatiano foi vítima de arma de fogo.

A família da vítima alega que a atitude dos funcionários não foi correta e os procedimentos legais não foram tomados. Segundo os familiares, que não quiseram se identificar, Tatiano foi encontrado sem uma parte couro cabeludo, possivelmente devido a pancadas na cabeça que teriam ocasionado a morte.

Tatiano Amorim Guimarães respondia pelos crimes de lesão corporal, roubo, furto e assalto a coletivo e estaria detido na Dagmar Feitoza desde 21 de março deste ano onde iria cumprir pena até completar a maioridade penal, 21 anos. O jovem foi entregue a polícia pela própria mãe, após Tatiano receber constantes ameaças de morte por dever R$ 1 mil a um traficante da Zona Norte de Manaus.