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Família Trindade celebra memória do instrutor de jiu-jítsu Diego com promoção de faixa póstuma

Um jovem atleta é morto, mas, na data de seu aniversário, quando completaria 25 anos, seu irmão idealiza a passagem de faixa marrom para faixa preta. Numa celebração póstuma, Diego Trindade eleva mais um grau na memória de seus familiares, amigos e alunos 22/03/2012 às 00:35
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Amigos de Diego Trindade, academia Monteiro
Marlen Lima Manaus

Os familiares e amigos de Diego Alencar Trindade, 24, se reuniram nesta quarta-feira, 21, no Residencial Laranjeiras Premium, no Parque das Laranjeiras, zona Centro-Sul de Manaus (AM), para fazer uma homenagem póstuma ao instrutor de jiu-jítsu que faleceu no ano passado.

Diego Alencar Trindade, que morreu com um tiro durante assalto, no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste, faria aniversário hoje (21), e para celebrar esta data, em sua memória, o seu irmão mais velho, Fábio Trindade, 30, idealizou a promoção de faixa marrom segundo grau que Diego vestia para faixa preta, na Academia Monteiro, onde naquele tatame tantas vitórias foram trabalhadas e conquistadas.

Segundo Fábio, ele e o irmão eram muito unidos, e a falta de Diego é muito sentida. “Éramos muito ligados um com o outro, Ele era meu sparing nas minhas lutas de Vale Tudo. Morávamos e dormíamos juntos até um tempo atrás. Sempre estávamos treinando juntos. E hoje seria o aniversário dele”, revela com orgulho.

Em vida, além de ser um filho adorado pelos pais, irmãos, Diego era um atleta dedicado, professor respeitado, e com o jiu-jítsu se tornou campeão brasileiro, e era o atual campeão amazonense na faixa marrom pela categoria meio pesado.

Pais, irmãos e amigos
Na celebração da passagem de faixa, em que Diego foi quem recebeu pelo irmão morto a faixa preta póstuma, estavam presentes, os pais – Waldomiro, a mãe, Euza e o outro irmão da família Trindade, Felipe, 27, que é engenheiro, mas que é também um atleta amador de rúgbi.

Mais de 50 pessoas, entre amigos e alunos de jiu-jítsu da Academia Monteiro foram prestigiar a celebração em memória de um atleta muito querido por todos.

Para Guto Monteiro, mestre da Academia que leva o seu sobrenome, é difícil expressar algo mais num momento em que todos lamentam a perda de uma pessoa tão querida como era Diego, “que merecia a faixa preta, fez tudo para conquistá-la, e receberia, agora, em maio deste ano, após o campeonato amazonense”, revelou ele.