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Familiares do piloto Antônio José Maia muito abalados pela sua morte

Familiares do comandante Antônio José se negam a falar com a imprensa em seu velório, que reuniu dezenas de pessoas. O sentimento era de muita dor especialmente por pais, a esposa, e os filhos 28/02/2012 às 20:14
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Piloto morto, Antônio José Maia
Marlen Lima Manaus

Um sentimento da muita dor toma conta da família do piloto Antônio José de Almeida Maia, 54, morto no acidente aéreo desta terça-feira,28, quando o avião modelo Caravan, de prefixo PT-PTB caiu em um  terreno particular, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus, minutos após levantar vôo do Aeroclube, localizado na mesma área

Os familiares do comandante Antônio José não quiseram dar entrevista, e nem permitiram a presença da imprensa no velório, que ocorreu nesta terça, na funerária Almir Neves, na rua Monsenhor Coutinho, Centro.

Bastante abalados, uma moça se dizendo nora da viúva do comandante, que não quis se identificar, disse apenas que não tinha como nenhum dos parentes falar alguma coisa, e que a imprensa respeitasse aquele momento de muita dor e desolação.

Um dos sobrinhos de Antônio José, que também preferiu não revelar o seu nome, já que a pedidos da família do comandante ninguém deveria se pronunciar, revelou ainda que o sentimento pela morte do tio era algo que estava muito “à flor da pele”, e que os familiares temiam falar agora, e pelo momento acabar dizendo algo mais perturbador, “algo mais sério e que venha causar algum mal-estar ainda maior”.

PAIS

Estão presentes no velório de Antônio José, os seus pais, a esposa e os três filhos, estes todos já adultos, na faixa etária entre 20 e 30 anos.

Segundo um dos parentes do piloto, que também não quis se identificar comentou que, “nenhum pai ou mãe está preparado para enterrar o filho. Eles estão à base de remédios, calmantes. Todos estamos muito abalados, desculpa por não poder falar mais”.

O enterro de Antônio José Maia ainda não tem hora certa para acontecer, e nem em qual cemitério ele será enterrado. Isto porque o corpo do piloto chegou no salão da funerária Almir Neves para ser velado às 16 horas, tendo sido liberado pelo Instituto Médico Legal – IML, já no final do dia, assim, os familiares só poderão obter a Certidão de Óbito junto ao cartório, nesta quarta-feira, 29.

APLAUDIDO

Um casal amigo de Antônio José, que saia do velório, se prontificou a dar uma declaração sobre quem foi em vida o comandante Antônio José. “Ele era uma pessoa muito amiga, sempre muito profissional, muito humano, uma pessoa muito especial, mesmo!”, disse Eliete Ramalho, que trabalhou com o piloto no tempo em que ele trabalhava para Selva Táxi Aéreo, há mais de 15 anos.

Eliete e seu esposo, Alberto Oliveira, declararam ainda que certa vez, “há muitos anos, quando ele foi chamado para fazer uma viagem para Carauari (distante em linha reta da Capital 788km), de noite, para buscar um doente, ele fez um pouso noturno. Foi colocado na pista quatro motos de cada lado para iluminar a pista de pouso, e ele aterrissou perfeitamente, e foi muito aplaudido por todos. Ele salvou a vida daquele doente que foi levado para Manaus”, revela a amiga emocionada.