Publicidade
Manaus
Manaus

Famílias de vítimas do acidente da Gol prestam homenagem em Brasília

O avião desapareceu em 29 de setembro de 2006 e teve os destroços localizados no dia seguinte, sem sobreviventes, na Serra do Cachimbo, Mato Grosso 30/09/2012 às 18:25
Show 1
Acidente da Gol completa seis anos
acritica.com Manaus

Neste sábado, as famílias das 154 pessoas vitimadas do que foi classificado como o segundo maior acidente aéreo da aviação brasileira, homenagearão seus entes queridos, mortos há seis anos em decorrência da queda do Boeing 737-800 SFP, de prefixo PR-GTD, da Gol Transportes Aéreos, que fazia o voo 1907 – Manaus/Rio de Janeiro.

O avião desapareceu em 29 de setembro de 2006 e teve os destroços localizados no dia seguinte, sem sobreviventes, na Serra do Cachimbo, Mato Grosso. O espaço criado em homenagem aos passageiros mortos na tragédia, o Memorial às Vítimas no Jardim Botânico de Brasília, receberá, a partir das 16h59 – hora do acidente -, parentes, amigos e pessoas que queiram prestar solidariedade aos familiares. 

Relembre

A queda do avião da Gol foi ocasionada por um choque, a 37 mil pés de altura, com um avião de pequeno porte, denominado Legacy 600, de prefixo N600XL, que saiu de São José dos Campos (SP) com destino a Manaus, mas que tinha como destino final os Estados Unidos da América.

O incidente levou o Legacy a um pouso de emergência em uma base da Força Aérea Brasileira (FAB) na Serra do Cachimbo, no Pará.Os pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, que pilotavam o Legacy, embora tenham sido condenados pela Justiça brasileira a quatro anos e quatro meses de prisão, tiveram a pena convertida a serviços comunitários nos Estados Unidos.

O processo será julgado, ainda sem data previsa, em segunda instância.  “Mesmo com essa declaração que, depois de anos, não sai do meu pensamento, eu ainda acredito na nossa justiça e que vamos conseguir ter novamente a dignidade de nossos familiares. É uma questão de honra não apenas para nós, amigos e parentes das vítimas do acidente, mas uma questão de honra para o Brasil perante os Estados Unidos e o mundo”, declara Rosane Gutjahr, diretora da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907.

Além desta, eles também foram condenados em outros dois processos: um deles de autoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e outro do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), mas continuam em liberdade.