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Famílias invadem rotatória do AM após reintegração de posse

Aproximadamente 100 famílias retiradas pela PM de um terreno invadido na Zona Norte acamparam em área pública e se recusam a sair 27/02/2013 às 09:03
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Enquanto alguns acamparam em uma área verde, cerca de 100 famílias improvisaram barracos na rotatória, que fica em frente ao terreno de onde elas foram retiradas, na segunda
Florêncio Mesquita ---

Cem famílias que foram retiradas da invasão “28 de Outubro”, no bairro Santa Etelvina, próximo ao residencial Viver Melhor, na Zona Norte, na segunda-feira, ocuparam uma rotatória localizada na frente do terreno reintegrado. As famílias construíram barracos improvisados com lona, madeira e papelão e prometem resistir ao pedido para polícia de desocupação da área.

A polícia permitiu que os invasores ficassem na área apenas para passar a noite de segunda-feira (25), para retirar os pertences na manhã seguinte. No entanto, nesta terça-feira (26), eles decidiram ficar permanentemente na área.

Os invasores alegam que o mandado de reintegração de posse é válido apenas para o terreno que pertence a Antônio Aluízio, ocupado desde o dia 28 de outubro. “A polícia não tem nenhum documento para nos tirar daqui. Vamos ficar até resolverem nosso problema”, disse uma invasora, identificada como Daniele.

A nova ocupação também é precária porque não há nenhuma condição para habitar a rotatória. Barracos também foram construídos em uma área verde, do outro lado da rotatória.

A nova ocupação estava prejudicando a passagem de veículos, principalmente ônibus. A polícia pediu que eles desocupassem a área, o que provocou uma revolta coletiva entre ao que resistiam. Os invasores se reuniram em um único grupo, desacataram e chegaram a xingar os policiais, que ficaram imóveis e não esboçaram nenhuma reação. As provocações se intensificaram entre 12h e 13h, quando houve o momento de maior tensão, mas não houve reação policial nem confronto.

Segundo o tenente-coronel do Comando de Policiamento Especializado (CPE), Aroldo Ribeiro, que coordena a operação, a recomendação é para evitar o conflito e manter o diálogo. “Eles ficaram nesse local porque não tinham como levar os pertences. No dia seguinte iriam encontrar um lugar para ficar e levariam o material”, explicou.

Mudança

Enquanto os que insistiam em resistir provocam a polícia, dezenas de outras famílias deixaram a área em carros particulares ou usando cinco caçambas disponibilizadas pelo proprietário do terreno. Vários policiais ajudaram a carregar móveis, geladeiras, entre outros pertences das famílias para os caminhões.

A ocupação surge como mais um problema para a polícia, uma vez que a reintegração na área de 118 mil metros quadrados de onde os invasores foram retirados ainda não terminou. Conforme o comandante do CPE, devido o grande número de famílias que ocupavam a área, a reintegração precisou ser estendida para três dias. “Estamos com um número pequeno de famílias no terreno e, nesta quarta-feira, esperamos encerrar a retirada de 100%”.