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Fecootram alega que prefeitura não tem estudo que comprove que microônibus prejudicam as ruas do Centro de Manaus

Segundo a presidente da Fecootram, a medida tomada pela SMTU não pretende evitar danos à infraestrutura das ruas do Centro, mas prejuízos às empresas de ônibus convencionais, que acabam concorrendo com o transporte executivo 08/08/2012 às 07:18
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O trânsito de microônibus executivos no Terminal da Matriz foi proibido no final de maio pela prefeitura, devido às condições da malha viária, após a cheia deste ano
Maria Derzi Manaus

Ao contrário do que a prefeitura alegou para proibir a circulação dos micro ônibus executivos em trechos do Centro de Manaus, a presidente da Federação das Cooperativas de Transporte do Estado do Amazonas (Fecootram), Walderízia Carvalho de Melo, afirmou que não existe nenhum parecer técnico que comprove que essas rotas podem prejudicar a malha viária ou mesmo a estrutura subterrânea daquela área.

Segundo ela, a medida tomada pela Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) não pretende evitar danos à infraestrutura das ruas do Centro, mas prejuízos às empresas de ônibus convencionais, que acabam concorrendo com o transporte executivo. “Foi feito apenas um teste com ônibus de 18 toneladas. Nossos ônibus pesam nove toneladas”, justificou.

Melo ainda afirmou que a categoria “vai esperar até amanhã” por um posicionamento da SMTU sobre a liberação do tráfego de executivos pelas ruas do Centro, até o Terminal da Matriz. Desde 24 de maio, os micro ônibus só podem circular até a rua 10 de Julho, o que, segundo eles, vem provocando reclamações dos passageiros e prejuízos aos cooperados.

Caso o órgão municipal não se manifeste sobre a volta dos micro ônibus para esse trecho do Centro, os membros das 18 cooperativas que compõem a Fecootram vão realizar uma manifestação pacífica sem, no entanto, paralisar o sistema. O sistema executivo possui 248 micro ônibus em 37 rotas.

“Nós vamos esperar o resultado da liminar de justiça que impetramos contra a SMTU. Procuramos um diálogo com a SMTU, oficializamos na terça-feira passada, mas até agora eles não se pronunciaram”, disse Melo.

A decisão de realizar um protesto pacífico foi tomada em reunião realizada no final da tarde de ontem com membros das cooperativas.

Promessa
Walderiza Melo ainda lembrou que, no dia 16 de julho, a SMTU se comprometeu a permitir a volta da circulação dos executivos pelo Terminal da Matriz, depois que o nível das águas baixassem, o que não aconteceu.

“Antes da cheia nós tínhamos rotas definidas pela SMTU que incluíam essa parte do Centro. Mas, por conta dessa questão emergencial, fechamos um acordo com a prefeitura de irmos somente até a rua 10 de Julho, até as águas baixarem. Agora eles proibiram, terminantemente, a passagem dos executivos para lá, alegando que estamos concorrendo com os ônibus convencionais”, disse.

Para ela, os usuários do transporte executivo são os mais prejudicados. “Eles andam dois quilômetros até a parte do Centro que não podemos ir, correndo o risco de assaltos, sem paradas, que foram retiradas, em condições precárias. Isso tudo deve ser revisto”.

Em análise
A assessoria de comunicação da SMTU informou que o documento da Fecootram está em análise no departamento de engenharia do órgão municipal. A SMTU diz ter proibido a circulação dos executivos no Centro devido às condições da malha viária, priorizando o tráfego dos vônbus convencionais, para atender a maioria da população.