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Federação das Indústrias aposta em cenário de recuperação

Para o presidente da Fieam, o subsetor químico deverá ser o destaque de 2012, com o crescimento do seu faturamento previsto em 16%, atingindo cerca de R$ 10 bilhões 14/12/2012 às 18:00
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Linha de produção de CPUs da CCE, no Polo Industrial de Manaus
acritica.com Manaus

A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) aposta na recuperação da economia brasileira, em 2013, como resultado dos estímulos ao crescimento, tanto do PIB quanto da atividade industrial. Nesta quinta-feira (13), durante a confraternização do Sistema Fieamcom a imprensa amazonense, no Clube do Trabalhador do Amazonas, o presidente da instituição, Antonio Silva, disse que a queda no faturamento do Polo Industrial de Manaus, em relação a 2011, já era esperada, principalmente devido à valorização do dólar em mais de 14% ao longo de 2012.   

Na avaliação de Antonio Silva, o faturamento do PIM em 2012 deve ser ligeiramente superior a US$ 37 bilhões, o que representa uma queda da ordem de 9% em relação aos US$ 41 bilhões do ano passado. Em real, o total faturado deve bater a casa de R$ 75 bilhões, com crescimento positivo em torno de 6%. Em relação ao nível de emprego, o PIM ficou praticamente estável em relação a 2011, com cerca de 120 mil trabalhadores.

Segundo Silva, que também é vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o governo brasileiro tomou relevantes medidas para aumentar a competitividade da indústria brasileira, como a desoneração da folha de pagamento em diversos setores, baixa dos juros, taxa de câmbio mais competitiva, entre outros. Porém, em âmbito nacional, os efeitos não foram suficientes e o resultado foi um desempenho abaixo do esperado.

No Amazonas, segundo números da Suframa, o mês de outubro deste ano foi o de melhor faturamento nesse mês em toda a história da Zona Franca de Manaus: R$6,9 bilhões, com a geração de 123.570 empregos. O melhor mês de 2012 para o faturamento do PIM foi julho, quando o Polo faturou R$7,3 bilhões.

Antonio Silva também apresentou estimativas de resultados dos principais subsetores industriais do Amazonas. Para o subsetor eletroeletrônico, a evolução no faturamento deve chegar a 11% em relação a 2012. Já o setor de duas rodas, que apresentou n este final de ano ligeira recuperação, deve fechar o ano com um faturamento superior a R$ 14 bilhões, o que representa uma retração de 2%.

Para o presidente da FIEAM, o subsetor químico deverá ser o destaque de 2012, com o crescimento do seu faturamento previsto em 16%, atingindo cerca de R$ 10 bilhões. Entre os quatro subsetores analisados, o metalúrgico é o que deve amargar o desempenho mais fraco, regredindo aproximadamente 28% no comparativo com 2011, o que vai representar um faturamento em torno de R$ 3,4 bilhões.

O produto com melhor desempenho no PIM, em 2012, foi o celular, com 21,49 milhões de unidades produzidas até o mês de outubro, um crescimento de 3,3% em relação a 2011. Em segundo lugar vem a TV LED que somou 10,41 milhões de unidades, um volume 16,6% maior que o do ano passado. Em terceiro lugar ficou o relógio, com 9,21 milhões de peças produzidas.

Segundo Antonio Silva, um dos planos da FIEAM para 2013 é a implantação de uma assessoria parlamentar para atuação permanente junto à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e da Câmara Municipal de Manaus, já que a missão da FIEAM é defender os interesses da indústria, ou seja, é preciso estreitar, cada vez mais, a articulação com o governo.

 Qualidade e Capacitação para Executivos do PIM

 O Departamento de Assistência à Média e Pequena Indústria (DAMPI/AM), que integra a Fieam, realizou 132 eventos em 2012, totalizando 4.262 participantes. O destaque, segundo a gerente Salete Braga, foram os  cursos do Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), voltados para os sindicatos patronais filiados à instituição.

“Ao longo do ano, as empresas associadas receberam capacitação em comunicação digital, problemas trabalhistas, comunicação e oratória, treinamento SIGA, energia elétrica, arrecadação, entre outros”, disse a gerente.

O Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi) realizou treinamentos nas áreas de desenvolvimento de lideranças, gestão da qualidade e chefia e liderança. Por meio do programa, a indústria Oiram Sabores, que produz chocolates com sabores amazônicos, foi uma das vencedoras do Prêmio Qualidade Amazonas (PQA 2012). A empresa conquistou o “Troféu Prata”, na modalidade “Processo”, categoria “Micro e Pequena Indústria”.

“Esta vitória da Oiram no PQA 2012 nos enche de orgulho, pois sabemos que as ações do Procompi contribuíram para o sucesso da organização”, disse Salete Braga. O tradicional PQA teve, em 2012, 50 organizações inscritas, das quais 21 foram finalistas e 16 foram aclamadas vencedoras.

Negócios Internacionais

O Centro Internacional de Negócios (CIN), outro órgão da FIEAM,  emitiu, em 2012, 5.026 certificados de origem de mercadorias, gerando um montante de exportações no valor FOB de U$800.008.559,00 (Oitocentos milhões, oito mil quinhentos e cinquenta e nove dólares).

Comitivas internacionais de países, como Turquia, Israel, Argentina e Equador, foram recepcionadas pela presidência da FIEAM, em 2012, por intermediação do CIN e com foco em novos negócios com a Zona Franca de Manaus.

O CIN, por meio do apoio técnico e financeiro da Apex-Brasil, registrou 65 novas empresas que ganharam novas oportunidades de apresentar seus produtos em feiras, missões internacionais e rodadas de negócios promovidas pela Apex-Brasil.

Segundo o gerente-executivo do CIN, Marcelo Lima, para 2013, a perspectiva do CIN é continuar a diversificar a pauta exportadora do Estado do Amazonas, por meio de ações de fomento, assim como apoiar, principalmente, as micro e pequenas empresas a se inserir no mercado internacional de forma competitiva. 

Com informações da assessoria.