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FHemoam aguarda voluntários para reforçar estoque de sangue durante o carnaval

Estoques estão controlados, mas instituição deseja trabalhar com uma margem de 30% para aumento da demanda 22/01/2012 às 12:09
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Funcionário do FHemoam transporta uma das bolsas de sangue da instituição
Milton de Oliveira Manaus

Nas festas de Carnaval, o ato de doar sangue se torna uma prática que garante saúde e vida para muitas pessoas que necessitam, ou possam vir a precisar de doadores, isso por conta da combinação entre álcool e direção que, infelizmente, geralmente termina em acidentes.

Pessoas que também passam por cirurgias de urgência, bem como as que sofrem queimaduras e são hemofílicas, aguardam voluntários que façam um gesto de solidariedade e doem sangue.

“Segundo os levantamentos do hemocentro, nossos estoques estão controlados. Mas devemos sempre trabalhar com uma margem de 30% para que, em caso de uma demanda maior em épocas do ano como o Carnaval, salvemos vidas”, afirmou a gerente de captação de doadores em exercício da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia (FHemoam), Eleonora Alencar Araújo.

De acordo com ela, o centro necessita diariamente de sangue para atender a demanda de hospitais públicos e particulares. “Os sangues mais requisitados são ‘O’ positivo, ‘A’ positivo, ‘B’ positivo e, depois, ‘O’ negativo e ‘A’ negativo”, destacou.

Ela lembrou também que pessoas com outros tipos sanguíneos, como AB, devem fazer doações. Conforme dados do hemocentro, os hospitais que mais solicitam bolsas de sangue são o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste, e o Hospital 28 de Agosto, Zona Centro Sul da cidade.

“Esses hospitais mantêm um estoque de, aproximadamente, 30 bolsas de sangue. Mas devido a cirurgias, por exemplo, esse estoque deve ser reposto diariamente”, disse Eleonora Alencar. Por isso, afirmou ela, é de fundamental importância que as pessoas doem sangue.

Ainda de acordo com ela, quando o estoque diário da FHemoam alcança o nível de 160 bolsas de sangue, a situação fica preocupante porque o ideal é que as prateleiras da câmara de refrigeração do centro estejam sempre cheias.

Para evitar esse nível, disse a gerente, a fundação envia todos os dias cartas para os doadores considerados “de carteirinha”, que se dispõem a vir ao centro para doar sangue.

Além desses doadores, a FHemoam conta com campanhas de captação de sangue, realizadas em empresas, faculdades e em órgãos públicos e militares por meio da unidade móvel, conhecida como “Vampirão”.

Coleta

Segundo a gerente de captação de sangue, a coleta mensal é de 3,5 mil a 4 mil bolsas por mês. Mas, disse ela, a demanda “sempre exige muito mais”.

O perfil dos doadores que vão à FHemoam é variado, mas o grupo que ainda encontra dificuldades para doar é o formado por universitários.

“O problema que enfrentam os jovens universitários na hora de doar sangue é o fato da má alimentação. Muitos não se alimentam de forma saudável e isso causa um obstáculo porque podemos encontrar alguns com anemia, situação que não permite a doação de sangue”, ressaltou a gerente.

Outras pessoas que não podem doar, afirmou ela, são as gestantes, as que tiveram hepatite depois dos dez anos de idade, entre outros.