Publicidade
Manaus
Manaus

Flanelinhas ‘excluídos’ já são preocupação para o Zona Azul

Empresa que administrar o estacionamento rotativo terá que negociar, junto à prefeitura, a retirada de 400 trabalhadores do Centro 15/01/2014 às 08:58
Show 1
Segundo estimativa da Aglavam, atualmente 600 flanelinhas atuam nas ruas do Centro, mas no máximo, 200 deles serão absorvidos pelo sistema Zona Sul
Carolina Silva ---

A licitação para escolher a empresa que vai administrar o Zona Azul em Manaus ainda nem foi concluída e surge um novo desafio: inibir a ação de “flanelinhas” que ficarem fora do sistema. A Associação dos Guardadores e Lavadores Autônomos de Veículos Automotores do Estado do Amazonas (Aglavam) quer buscar alternativas junto ao Executivo Municipal para que a categoria não sofra prejuízos com o novo sistema de estacionamento rotativo na cidade.

O prefeito Artur Neto assinou, em julho do ano passado, o decreto de regulamentação do Zona Azul, que vai abranger vias da área central. De acordo com o presidente da Aglavam, Henrique André dos Santos, 600 flanelinhas trabalham no Centro. O número é referente aos associados da entidade.


Mas, segundo Henrique, a categoria foi informada de que no máximo 200 flanelinhas vão poder ser inseridos no sistema. “Nós tivemos algumas conversas com o Paulo Henrique Martins, presidente do Manaustrans, e nos foi dito que entre 150 e 200 flanelinhas serão contratados pela empresa que vai administrar o sistema. Mas, e o resto?”, disse o presidente da Aglavam.


A associação teme que 400 flanelinhas sejam prejudicados quando o sistema for implantado na área central, uma vez que esses “postos de trabalho” são a única fonte de renda da maioria e muitos têm baixa escolaridade. “Não somos contra o Zona Azul, pelo contrário, estamos dispostos a colaborar. Mas estamos preocupados com o futuro daqueles que ficarem de fora. Muitos têm mais de 40 anos, pouca escolaridade. Acredito que uma empresa não vai contratar uma pessoa nesse nível”, declarou Henrique.


A associação pretende procurar o prefeito Artur Neto para que os flanelinhas não sejam prejudicados pelo Zona Azul. “Se precisar, vamos reunir um grande número de flanelinhas e vamos para frente da prefeitura. Nossa atividade é regulamentada e prevista na Lei Orgânica do Município”, completou o presidente da entidade.


O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) informou ontem que foi marcada uma reunião para amanhã entre o órgão e a associação. Na ocasião, o Manautrans pretende definir as possibilidades de inserção dos flanelinhas no Zona Azul.
O Manaustrans também informou que seria publicada no Diário Oficial do Município (DOM) de hoje o número de empresas aptas a disputar a administração o novo sistema de estacionamento rotativo pago.Luiz Vasconcelos - 11/jan/2012Segundo estimativa da Aglavam, atualmente 600 flanelinhas atuam nas ruas do Centro, mas no máximo, 200 deles serão absorvidos pelo sistema Zona Azul.


O Manaustrans também informou que seria publicada no Diário Oficial do Município (DOM) de hoje o número de empresas aptas a disputar a administração o novo sistema de estacionamento rotativo pago.