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Manaus
Carreira e qualidade de vida

Flexibilidade no trabalho é caminho para garantir qualidade de vida

Horários mais flexíveis, mudanças na rotina de trabalho e benefícios que garantem melhor qualidade de vida começam a ser realidade para trabalhadores de empresas brasileiras 13/03/2012 às 10:44
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Qualidade de Vida gera mudanças nas relações de trabalho
Felipe Gutierrez, DO UOL ---

Há seis meses a assistente marketing Sílvia Albuquerque, 41, começou a entrar no trabalho 45 minutos mais cedo do que o costume. Hoje, a jornada acaba às 16h30, quando ainda é dia.

A empresa na qual ela trabalha, a Bayer, do setor farmacêutico, adotou a flexibilidade de horários depois que a comissão formada por 15 funcionários levou esse pedido à direção da companhia.

Elisabete Rello, 54, diretora de RH, diz que cerca de mil funcionários escolhem a hora para entrar e para sair, e que 600 têm a opção de fazer uma parte do trabalho em casa.

Questões que envolvem qualidade de vida são cada vez mais citadas entre motivos de descontentamento com o emprego e objeto de negociação dentro das empresas, afirma Sílvio Celestino, da consultoria em carreiras Alliance Coaching.

Segundo ele, uma estratégia para reverter uma situação incômoda é pleitear mudanças na rotina associadas a benefícios para o negócio. Celestino recomenda a quem trabalha demais, por exemplo, destacar a melhora de performance com a redução da carga.

Entidades de representação de classe, como a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), diversificaram os temas de reivindicações nas últimas convenções, afirma o presidente Carlos Cordeiro.

Há dois anos, foi assinado um acordo de denúncia de casos de assédio moral às organizações que representam os empregadores.

Também foram acertados os detalhes para que bancários com parceiros do mesmo sexo possam ser incluídos no plano de saúde da empresa.

A tendência é que assuntos como esses sejam levados à mesa com maior frequência, diz Arnaldo Nogueira, professor da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo).

"O tópico que puxa as reivindicações é a remuneração. Mas há temas como qualidade de vida, educação e assédio moral que começam a aparecer em negociações de categorias importantes."