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'Fogo amigo' reduz vantagens da fabricação de condicionadores na Zona Franca de Manaus

Nova disposição fiscal deliberada pelo governo é ruim para o setor, afirmam empresários do setor 30/08/2012 às 08:55
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Conselheiros do Codam se reuniram nessa quarta-feira (29), à tarde, na sede da Federação das Indústrias do Amazonas
RENATA MAGNENTI Manaus

A reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) realizada nessa quarta-feira (29) aprovou 43 projetos industriais com volume recorde de investimentos de R$ 4,7 bilhões e previsão de abertura de 2.194 novos postos de trabalho.

No entanto, causou apreensão a informação trazida pelo vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira do Amazonas, Iuquio Ashibe, sobre a redução promovida pelo Governo Federal, no âmbito do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), do Imposto de Importação (II) de 35% para 18% para o setor de ar-condicionado.

Em maio o Governo Federal anunciou o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de motos, micro-ondas, ar-condicionado que passou de 15% para 35%. “Com essa medida, o setor de ar-condicionado no Polo Industrial de Manaus (PIM) começou a tomar um fôlego, ansiando pela permanência do II em 35%. Porém, fomos surpreendidos na última segunda-feira”, disse Iuquio.

Ele se refere à resolução nº 62, que trouxe a informação de que a partir do dia 1º de setembro o II sofrerá nova alteração, sendo reduzido de 35% para 18%. Essa nova disposição fiscal deliberada pelo governo é ruim para o setor. “Diante dessa situação voltamos a perder competitividade frente aos aparelhos importados e algumas fábricas estão repensando os negócios que instalaram no Polo Industrial de Manaus”, declarou o vice-presidente.

Desconhecimento

Questionado sobre a questão levantada por Iuquio, o secretário de Estado da Fazenda, Isper Abrahim, disse que desconhecia a nova resolução e informou que tentará uma conversa com o Ministério da Fazenda. “O Imposto de Importação é um imposto federal, mas não podemos deixar o setor abandonado. Espero ter uma boa notícia sobre o assunto o quanto antes”, afirmou Abrahim.

Panos quentes

O titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Thomaz Nogueira, preferiu colocar panos quentes neste assunto. Na avaliação dele, a medida respeita o conceito de que não se pode trabalhar com “biproteção” de incentivo para que a Organização Mundial do Comércio não questione a medida. “Como houve um aumento no IPI o II precisava ser equilibrado”, justificou.

Thomaz acha que as empresas do setor de ar-condicionado não devem deixar o PIM. “A maior importadora do setor, a Komeco, está vindo para Manaus. O setor deve ganhar fôlego em breve”. Acrescentou também que o II é um imposto regulatório que pode ser ajustado com uma facilidade maior, se comparado com outros impostos, respeitando a noventena.

CAS aprecia nesta quinta US$ 2,6 bi

Projetos para a cadeia produtiva de duas rodas, do setor de papel, serviços de logística, e eletroeletrônicos com destaque para os celulares, compõem a pauta da 258ª reunião do Conselho de Administração da (Suframa) orçados  m  US$ 2,6 bilhões  (incluindo capital de giro) com a geração de 591 novas vagas de empregos. A reunião acontece hoje, às 14h na sede da autarquia.

Serão avaliados pelo Conselho, 48 novos investimentos, sendo 17 de implantação e 31 de ampliação. Entre os destaques, a Sagemcom Brasil tem projeto com investimentos fixos de US$ 7,3 milhões, gerando 122 novos empregos, para produzir receptor de sinal de TV (satélite) com gravador e modulador de cabo modem. Com investimentos de US$ 1.3 milhão a Vórtice Tecnologia expõe projeto de aparelho coletor de dados para medição. 

A Samsung Eletrônica apresenta projeto de US$ 1 bilhão para produção de câmera de vídeo e telefone celulares (Galaxy III). Com US$ 1,7 milhão, a Tec Toy S.A deseja produzir tablets e “babá eletrônica”. Em mais um investimento para o polo de bicicletas, a Ox da Amazônia tem projeto de US$ 950 mil para a versão elétrica do veículo.