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Fuga é percebida após caminhoneiro desconfiar de mulher na chuva

A saída só foi percebida após um caminhoneiro ver uma mulher em meio à chuva na avenida Castelo Branco, bairro Cachoeirinha, Zona Sul. Desconfiado, ele alertou a polícia e foi constatado que se tratava de uma detenta 19/03/2013 às 13:25
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A Sejus divulgou as fotos da fugitivas
Bruna Souza Manaus, AM

Mais uma fuga foi registrada no sistema prisional do Estado na madrugada desta segunda-feira (18), por volta das 2h. As primeiras informações dão conta de que as presas fugiram por cordas, conhecidas como ‘terezas’, da ala feminina da cadeia pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no centro de Manaus. Na hora da fuga nenhum policial fazia a segurança nas guaritas da unidade.

A saída só foi percebida após um caminhoneiro ver uma mulher em meio à chuva na avenida Castelo Branco, bairro Cachoeirinha, Zona Sul. Desconfiado, ele alertou uma das viaturas da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) que fazia patrulhamento pela área e foi constatado que se tratava da detenta Eliete da Silva Almeida, de 28 anos, presa pelo crime de tráfico de drogas.

Ela foi encaminhada ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e posteriormente à cadeia pública. Em uma mensagem enviada ao telefone da rádio A Crítica FM a informação era de que sete detentas teriam saído e cita nomes como: Eliete, Amanda, Ingride, Luciana, Carla e Raquel.

A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) confirma que quatro detentas conseguiram escapar.

Nomes confirmados

Na noite desta segunda, a Sejus divulgou os nomes das detentas que fugiram. São elas: Adriana de Oliveira Cardoso, Raquel da Silva, Luciana Silva Almeida, Jaqueline Alves dos Santos, Karla Vasconcelos da Silva, Ingrid Regina Reis dos Santos, Lamanda Articliny Maia e da Silva Almeida. A população pode ajudar através de denúncias pelos números 181 e 190.

Denúncia

No último dia 5, o portal acritica.com denunciou, por meio de uma reportagem, a falta de policiais na segurança dos presídios do Amazonas. Um policial, que preferiu não se identificar, relatou que a ala feminina do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) só teria por plantão, três policiais militares para fazer a segurança.

Segundo ele, a ausência de outros PMs pode facilitar fugas e rebeliões, pois permite que as guaritas fiquem sem vigilância. "Apenas três policiais ficam aqui na ala feminina e tem dia que é apenas dois. Se um fica doente ou sai para a escolta, o número diminui”, desabafou o policial.