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Funcionário de cadeia em Manaus é preso por liberar a detentos uísque Johnnie Walker, Vulcano, Iphone e Blackberry

O funcionário era responsável pela fiscalização da entrada de alimentos na Unidade Prisional 22/11/2012 às 22:07
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Funcionário tentava entrar em presídio com bebida alcoólica para internos
acritica.com Manaus

O agente de disciplina Leandro da Silva Lima foi preso, nesta quinta-feira (22), em flagrante após liberar a entrada no presídio de material proibido aos internos.

Leandro era funcionário terceirizado da empresa Auxílio Agenciamento Recursos Humanos e responsável pela fiscalização da entrada de alimentos na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), Zona Leste de Manaus. Ele foi flagrado ao tentar passar 12 garrafas do uísque escocês ‘Johnnie Walker’, 30 latas de Vulcano, 18 garrafas de uísque da marca ‘Ballantine’s’, três Blackberry, um telefone LG, um Iphone, além de carregadores, baterias e fones de ouvido.

O flagranteado possuía também uma carteira falsa de agente penitenciário. De acordo com o investigador, James Figueiredo, a verdadeira identificação é assinada pelo secretario de segurança pública, coronel PM Paulo Roberto Vital.

O agente chegou a confessar, enquanto ainda estava na Unidade Prisional, a liberação da grande quantidade de bebida e celulares, que aconteceu durante o horário de visitas pela tarde.

Segundo outros agentes penitenciários do Puraquequara, que não quiseram se identificar, através de uma filmagem do circuito interno, percebeu-se que a mulher de um detento teria entrado com o material. “Durante a revista, ele fez ‘vista grossa’ e deixou passar”, afirmou. O investigador comentou que a mulher chegou a conversar com o agente, mas que ele não houve recebimento de dinheiro e que, após a visita, eles conversariam.

O material apreendido e o agente foram encaminhados para a 14ª Companhia Interativa Comunitária (CICOM). Ele foi autuado por falsidade ideológica. “É o crime maior que se verifica aqui. A pena varia de dois a seis anos de prisão. A entrada dos outros objetos seria um procedimento simples e ele seria liberado”, explicou. O material será encaminhado para a perícia e será instaurado um inquérito.