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Manaus
SAÚDE

Mutirão dermatológico no Alfredo da Matta atenderá 700 pessoas neste sábado (2)

Este é o quarto mutirão realizado pela Fundação e, desta vez, o atendimento vai dar ênfase aos casos de câncer de pele 27/11/2017 às 15:14 - Atualizado em 27/11/2017 às 15:16
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Foto: Arquivo/AC
acritica.com* Manaus (AM)

A Fundação Alfredo da Matta (Fuam) realiza um Mutirão Dermatológico neste sábado (2), das 8h às 16 h, na sede da Fuam, localizada no bairro da Cachoeirinha, Zona Centro-Sul de Manaus.

Este é o quarto mutirão realizado pela Fuam, e desta vez, o atendimento dará ênfase aos casos de câncer de pele, aproveitando a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD / Regional Amazonas, parceria da Fuam nesta ação.

A expectativa é atender 700 pessoas, sendo 300 delas já pré-agendadas pelo Sisreg – Sistema Nacional de Regulação. São pessoas que já estão aguardando por uma consulta dermatológica na Fuam, devido a suspeita de câncer de pele.

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam), através do Complexo Regulador do Amazonas, responsável pelo contato com pacientes em fila de espera do Sisreg, está informando aos pacientes sobre o atendimento extra que acontecerá no dia 2 de dezembro e antecipará as consultas. As demais 400 fichas serão distribuídas a partir das 7h para a população que comparecer à Fuam.

Sensibilização

A dermatologia é a quarta especialidade médica mais procurada no Estado do Amazonas, por isso, o mutirão também será uma oportunidade de diminuir esta fila de espera. O Alfredo da Matta estará com toda a equipe de médicos dermatologistas, enfermeiros e técnicos em dermatologia para o atendimento que fará sensibilização sobre o câncer de pele, mas estará também fazendo busca de casos de hanseníase e quaisquer outras doenças dermatológicas.

Além da Sociedade Brasileira de Dermatologia/AM e Complexo Regulador do Amazonas/Susam, a ação conta com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). O Ambulatório Araújo Lima e a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado também estarão de portas abertas para a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele.

Casos

A Fundação Alfredo da Matta registrou, até o mês de agosto deste ano, 293 casos de câncer de pele. Do total de diagnósticos realizados, 2% – ou seis casos – foram do tipo mais agressivo da doença: o Melanoma. Em 2016, foram 383 casos de câncer de pele, sendo cinco (1,3%) do tipo mais grave.

O número de atendimentos na Gerência de Cirurgia da Fuam, setor responsável pelos atendimentos de Câncer de Pele, são expressivos: de janeiro a agosto deste ano, foram realizadas 4.098 consultas médicas e 856 procedimentos de biópsias. Houve ainda 2.777 cirurgias do tipo exereses (com retirada de tecido doente), 2.931 criocirurgias (processo terapêutico baseado no tratamento de lesões pelo frio, com uso de agentes químicos para o resfriamento abrupto da lesão) e quatro do tipo microneurólise para descompressão de nervo periférico, cirurgia realizada em pacientes de hanseníase.

Ao longo dos últimos 17 anos, foram registrados 5.382 casos de câncer de pele pela Fuam, o que representou 4,0% do total de dermatoses prioritárias atendidas na unidade. Deste total, 194 (3,6%) foram de Melanoma, sendo 51,5% no sexo masculino e 48,5% no sexo feminino.

Sobre o câncer de pele

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pele são histórico familiar da doença; pessoas de pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros; pessoas que trabalham frequentemente expostas ao sol sem proteção adequada; exposição prolongada e repetida ao sol na infância e adolescência.

A doença se caracteriza pelo crescimento anormal e descontrolado das células da pele. As células se dispõem em camadas, por isso, dependendo da camada afetada, têm-se diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas do tipo Basocelular, Espinocelular e o Melanoma, este último, o mais agressivo.

Lesões na pele, inicialmente semelhantes a uma espinha que não cicatriza ou cresce lentamente; que com o passar do tempo podem sangrar espontaneamente ou formar pequenas feridas; alterações em pintas pretas ou acastanhadas – mudança na cor ou textura, bordas irregulares e alteração de tamanho de manchas ou sinais, podem ser alguns sinais da doença.

Proteção

Para proteger a pele são recomendados ainda cuidados como o uso de roupas que protejam a pele – como as com mangas longas – e chapéus com abas largas, além de óculos, guarda-sol e protetor solar. Deve-se evitar a exposição solar prolongada, especialmente em horários mais quentes.

Todos devem ficar atentos a qualquer alteração na pele e visitar regularmente um médico dermatologista para prevenção, pois quanto mais cedo for detectado o câncer de pele, maiores são as chances de cura.

*Com informações da assessoria da Susam