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Gorayeb contesta CPRM e diz que praia da Ponta Negra é segura

Américo Gorayeb disse que a prefeitura não vai interditar a praia. O secretário destacou que a Ponta Negra é um "legado para a população de Manaus". Ele disse ainda que os órgãos devem parar de culpar a prefeitura de Manaus 21/11/2012 às 22:01
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O titular da pasta rebateu o levantamento
Camila Pereira Manaus (AM)

O secretário Municipal de Infraestrutura (Seminf), Américo Gorayeb contestou nesta quarta-feira (21), durante entrevista à imprensa, o laudo apresentado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) que apontou problemas no aterro da praia da Ponta Negra, localizada na Zona Oeste de Manaus, onde foram identificados buracos cujas profundidades variam de dois a seis metros. O relatório atestou o alto risco de se utilizar a praia artificial.

De acordo com o secretário, no laudo da CPRM consta que os técnicos da CPRM realizam os estudos em uma área de 130 metros a partir do início da praia, enquanto a plataforma (área) de trabalho da prefeitura só vai até 30 metros. “Há desconhecimento. Dentro da nossa plataforma não há problema. Por isso o Corpo de Bombeiros, muito sabiamente, colocou uma proteção. Até quem se arrisca não pode responsabilizar a prefeitura. As maiores profundidades são fora da plataforma de trabalho. A praia é segura”, afirmou.

Gorayeb afirmou que esse desconhecimento acontece, porque em nenhum momento se discutiu com a prefeitura sobre o projeto. Ele relembrou que na época da construção do Parque Temático Cidade da Criança, o próprio superintendente do CPRM, Marco Antônio Oliveira, afirmou que o parque estava sendo construído sobre um antigo “lixão” desativado há 40 anos e que corria o risco de uma possível explosão. Na ocasião a Secretaria Especializada em Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) descartou o risco.

Sobre a declaração do superintendente do CPRM, Marco Antônio Oliveira, de que a área aterrada da praia da Ponta Negra não serve como balneário para a população, Américo disse que Marco Oliveira assumiu um “grande risco” ao beber seis latinhas de cerveja na praia depois das 19h.

“Neste caso, estou de acordo com ele. Quem tomar seis latinhas depois das 18h quando não tem salva-vidas, eu sou radicalmente contra. Quem toma seis latinhas é um irresponsável. Não é uma experiência que eu faria. Ainda deve ter voltado de carro, arriscando a vida de outras pessoas”, disse.

O secretário destacou que antes a praia da Ponta Negra recebia 500 pessoas durante um final de semana, mas agora, o número subiu para 10 mil. “Devido ao aumento de banhistas a atenção é maior, mas que é leviano dizer que é inseguro. De uma vez por todas, acabem com essa conversa sobre a prefeitura. A Ponta Negra é um legado para a população de Manaus. Lembre-se de olhar o que está feito e o que está em obra e comparar”, concluiu. Ele também afirmou que na proxima semana será entregue à população mais 250 metros do calçadão.