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Governo estuda ações para serem adotadas na vazante no Amazonas

A Seinfra já enviou uma equipe de engenheiros e topógrafos para a Estrada de Autazes para fazer um levantamento dos estragos ocasionados pela enchente na via e definiras medidas que serão tomadas para recuperar o leito da estrada, garantindo a sua trafegabilidade 24/06/2012 às 16:15
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Cheia histórica dos rios amazônicos atingiu rebanho de boi em Anamã, onde gado foi alocado em marombas
acritica.com Manaus

O Governo do Amazonas deu início aos estudos de ações para o período da vazante dos municípios afetados pela cheia. O envio de equipes ao interior do Estado para fazer diagnóstico da situação segue determinação do governador Omar Aziz.

A Seinfra já enviou uma equipe de engenheiros e topógrafos para a Estrada de Autazes para fazer um levantamento dos estragos ocasionados pela enchente na via e definiras medidas que serão tomadas para recuperar o leito da estrada, garantindo a sua trafegabilidade.

Essa mesma equipe fará uma verificação quanto à cota atingida pela enchente neste ano, de modo a definir a elevação da grade da pista, ou seja, a altura do leito da estrada em relação à última enchente para evitar que no próximo ano ela venha a ser interditada novamente. Essa ação está sendo levada a outras rodovias estaduais que enfrentaram o mesmo problema.

Nessa mesma linha, a Seinfra formou uma comissão interdisciplinar, composta por engenheiros técnicos de estrutura predial, elétrica e ainda de água e esgoto. Todos os engenheiros atuarão em conjunto com técnicos da Susam e do Subcomando de Ações de Defesa Civil (Subcomadec), fazendo visitas técnicas aos municípios mais atingidos pela enchente deste ano, como Anamã, Careiro da Várzea e Boca do Acre, entre outros, para inspecionar os prédios públicos estaduais e verificar os danos causados a cada um deles.

O objetivo é verificar se a estrutura dos prédios, principalmente hospitais, não foi comprometida. Esse diagnóstico será entregue à secretária Waldívia Alencar que o apresentará ao governador Omar Aziz, já com as sugestões de ações mitigatórias dos possíveis estragos causados pela enchente. Com a chegada do verão, a Seinfra também está intensificando os trabalhos de recuperação da orla de diversos municípios afetados pela enchente e que padecem com fenômeno das terras caídas.

Saúde

Desde o mês de abril, quando iniciou o período de enchente, a FVS mantém suas ações permanentes no interior do Estado. Além do trabalho voltado às questões da cheia, os agentes da FVS atuam para prevenir os impactos da vazante, com distribuição de hipoclorito de sódio, distribuição de medicamentos, borrifação e orientação de prevenção de doenças. Com isso, o Governo do Amazonas evitará que a população que habita nas áreas com alto risco de doenças seja afetada por problemas do período da vazante.

A Susam informou que as unidades hospitalares flutuantes irão permanecer nos municípios que tiveram hospitais interditados até julho, quando é esperado que o nível das águas já tenha se normalizado. Depois, o órgão atuará em conjunto com a Seinfra, FVS e Subcomadec para sanar eventuais problemas relacionados à área da saúde.

De acordo com o governador Omar Aziz, com a descida das águas, o Governo do Estado está preparado para enfrentar o outro momento, que vem com a seca. “A cheia deixa muitos prejuízos, principalmente no interior, e, com a descida das águas, precisamos recuperar o que foi destruído, atuar na prevenção de doenças, o que exige um grande esforço e mais recursos financeiros”.

Cartões Solidários

Nesta segunda-feira, 25 de junho, o Governo do Amazonas distribui auxílio financeiro, no valor de R$ 400, a famílias atingidas pela cheia nos municípios de Beruri, Silves, Novo Airão, Novo Aripuanã e Careiro Castanho, totalizando 74,6 mil famílias beneficiadas em 52 cidades. Somente na entrega de cartões e cheques Amazonas Solidário, foram investidos R$ 29.827.600,00.

As ações de auxílio às vítimas da cheia, coordenadas pela Defesa Civil do Estado, já alcançaram 53 municípios, incluindo ajuda humanitária e auxílio financeiro. Foram mais de 150 toneladas de itens entre cestas básicas, kits de higiene pessoal, kits de limpeza, kits de medicamentos, kits dormitório, filtros microbiológicos e hipoclorito de sódio.

Outras ações

O Governo Estadual atuou em outras frentes para amenizar os efeitos da cheia na capital e no interior. Logo no inicio da cheia, foram feitos convênios que somam R$ 850 mil com sete prefeituras para ações imediatas. No Careiro da Várzea, um dos municípios mais afetados, 31 famílias tiveram que ser remanejadas para duas balsas da Defesa Civil equipadas com barracas, colchões, roupa de cama, moto bombas, banheiros químicos, cozinha e tanque de água. Outras 19 ficaram em barracas instaladas na orla da cidade e 30 foram abrigadas em escolas.

Na capital, foi lançada a Operação Enchente, com 21 pontos de intervenção em áreas alagadas nos bairros Educandos, Matinha, São Raimundo, Bariri, Raiz, Betânia, Presidente Vargas, Glória, Centro, Aparecida, São Jorge, São Geraldo e Comunidade Sharp. Nesses locais foram realizados serviços de limpeza de igarapés, retirada de lixo, construção de passarelas, rip rap, pontes de acesso, além da distribuição de 736 kits de madeira para a construção de marombas nas casas, de cestas básicas e de filtros de água.

No Centro de Manaus, onde a água atingiu parte da área comercial, foi feito o bombeamento da água represada proporcionando o fluxo reverso entre a água de esgoto com a do rio Negro, com o objetivo de inibir o mau cheiro e evitar doenças. Também foram lançadas dez toneladas de óxido de cálcio (cal) para a descontaminação e o tratamento químico-biológico que consiste na utilização de micro-organismos na recuperação de áreas contaminadas e a biodegradação, processo de decomposição de matéria orgânica de efluentes.