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Grávida perde bebê e acusa maternidade de negligência

Nesta segunda-feira (29), a mulher retornou pela terceira vez e depois da realização de exames, foi constatado que o bebê, do sexo masculino, já estava morto desde a última sexta-feira (26) 31/10/2012 às 07:12
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Maternidade Ana Braga
Bruna Souza Manaus, AM

Quatro dias após começar a sentir contrações, a grávida Ilelva Pinheiro de Jesus, 31, teve a morte de seu bebê constatada ainda na barriga, na manhã dessa segunda-feira (29/10). A família da gestante acusa a equipe da Maternidade Estadual Ana Braga, localizada na Zona Leste de Manaus, de negligência médica. Eles registraram Boletim de Ocorrência (BO) no 9° Distrito Integrado de Polícia (DIP) e prometem adotar medidas judiciais contra o Estado.

A dona de casa, que estava no nono mês de gestação, esteve, no último dia 15, na maternidade, sentindo fortes dores e apresentando sangramento, informaram familiares. Os médicos haviam marcado o parto por cesariana para este dia, mas, de acordo com o esposo dela, José Maria Santos, 43, a grávida foi atendida pelo obstetra Sebastião Marden, o qual a medicou e pediu para que a mesma retornasse para casa, justificando que ainda não estava na hora de o bebê nascer.

No dia 24, Ilelva esteve novamente na unidade sentindo contrações e novamente foi encaminhada para a casa após avaliação médica. Antes de sair do hospital, ela recebeu medicação para dor. A cunhada Francisca Santos dos Santos, 35, informou que na ocasião não havia médico para realizar a operação da grávida.

Nesta segunda-feira (29) a mulher retornou pela terceira vez e depois da realização de exames, foi constatado que o bebê, do sexo masculino, já estava morto desde a última sexta-feira (26).

Exames confiscados

A irmã da grávida, Mara Rúbia Pinheiro de Jesus, 46, disse que durante as idas e vindas ao hospital, nada foi feito para o atendimento de Ilelva. Os médicos pediam para que os familiares tivessem paciência, pois teriam outras pacientes na frente dela e afirmou que documentos e exames da grávida como a ultrassonografia, carteira de vacinação, entre outros realizados durante o pré-natal, foram confiscados por funcionários da maternidade, evitando a transferência da mesma para outra unidade de saúde.

Ilelva já é mãe de três crianças, uma de 3 anos, 6 anos e outra de 10 anos. A família esperava ansiosa pela chegada do quarto e último filho do casal, já que a dona de casa vai se operar para não ter mais filhos.

A assessoria da unidade hospitalar informou ao acrítica.com que ela passaria por cirurgia para a retirada do feto ainda nesta terça-feira, o que ocorreu no início da tarde, segundo confirmação de um amigo da parturiente. Sobre as denúncias, a assessoria justificou que um procedimento de sindicância será instaurado e a direção técnica verificará se houve negligência médica no atendimento à dona de casa.