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Greve em ônibus de Manaus não está descartada, segundo diretor social do STTRM

Patrões e empregados estão no cabo de guerra sobre dissídio descumprido. A greve poderá ser realizada semana que vem caso nada seja negociado 20/01/2014 às 09:16
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Enquanto patrões e empregados travam disputa por cumprimento de acordo, os usuários sofrem nos terminais
Jornal Acritica ---

Por enquanto está descartada greve dos rodoviários do transporte coletivo de Manaus. Pelo menos no início desta semana. A garantia é do diretor social do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário em Manaus (STTRM), Paulo Emerson Muniz.

Nesta segunda-feira (20), representantes da categoria devem se reunir para discutir sobre as reivindicações. “Ainda não temos hora marcada, mas devemos nos reunir amanhã (hoje) para discutir mais. Por enquanto, e já é pela terceira vez que em acordo com o Ministério Público, decidimos não paralisar”, disse Paulo Muniz. A possibilidade de greve foi anunciada semana passada pelo presidente do STTRM, Givanci Oliveira.

Na sexta-feira, em reunião no Ministério Público do Trabalho do Amazonas (MPT 11.ª Região), os sindicalistas não conseguiram fechar um acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) para resolver conflitos sobre a Conveção Coletiva de Trabalho 2012/2013 na Justiça do Trabalho (dissídio coletivo).

“Por esse motivo o sindicato dos rodoviários vai dar entrada no procedimento de greve. E a partir da semana que vem, se não chegarmos a um consenso junto ao Sinetram, vamos paralisar 70% do transporte (coletivo)”, declarou o Givanci Oliveira.

O advogado do Sinetram, Ney Bastos, afirma que não há necessidade de “comum acordo” – anuência entre as partes para a discussão em juízo – e que a tentativa de greve tem motivação política. “O Sinetram não pode ceder sobre direitos que possui, válidos, reconhecidos judicialmente em função de ameaça de greve”, disse.

PREFEITURA

O prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), participou da reunião com os rodoviários e representantes das empresas. Ele acredita que a greve pode ser evitada. “A maioria da população não deve pagar por detalhes que separam patrões e empregados. Esses detalhes devem ser discutidos (...), mas a greve deve ser o último dos recursos e me parece que não seja o caso. Mas, eu estou esperançoso que até o dia 23 se chegue a uma boa conclusão”, disse o prefeito.