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Grevistas promovem café da manhã e feijoada em 'protesto'

Funcionalismo público aguarda propostas concretas do governo para pôr fim às paralisações que atingem vários setores da administração federal. A principal reivindicação é o reajuste salarial 17/08/2012 às 14:55
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Servidores aproveitaram para saborear uma feijoada na frente da sede da Funasa
Thiago Gonçalves Manaus (AM)

Com café da manhã e feijoada no almoço, assim, cerca de 100 servidores federais do Amazonas em greve realizaram um protesto na manhã e início da tarde desta sexta-feira (18), na frente da sede da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), localizada no bairro da Glória, Zona Sul de Manaus.

Em uma semana decisiva, o clima é de 'expectativa', já que os trabalhadores aguardam novidades sobre o projeto de lei com a previsão orçamentária de 2013. A presidente Dilma Rousseff discutiu a onda de greve em todo o país, em reunião com vários ministros, na  última segunda-feira (13).

O funcionalismo público aguarda propostas concretas do governo para pôr fim às paralisações que atingem variados setores da administração federal. A principal reivindicação é o reajuste salarial.

O prazo para o Executivo encaminhar ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária, que detalhará os gastos do governo para o ano que vem, é de 15 dias (até o fim do mês). Enquanto isso, a categoria segue mobilizada e promete não ceder às pressões do governo federal.  

De acordo com a diretora administrativa do Sindicato dos Servidores Federais no Amazonas (Sindsep-AM), Geralda Oliveira, mobilizações de união estão sendo programadas para chamar a atenção dos representantes do governo nacional.

"Os nossos servidores estão mobilizados de segunda-feira a sexta-feira. Eles fazem acampamento em frente aos órgãos federais para reivindicar melhores condições de trabalho, melhorias nos planos de carreias, e o maior reajuste salarial possível", disse.

Ao todo, 200 servidores associados ao sindicato estão de braços cruzados. Para a diretora do Sindsep, que considera os adiamentos das rodadas de negociações como uma "brincadeira", o governo dificulta as negociações. "Até agora o governo não negociou nada. Está brincando com os servidores. Ainda não tem proposta concreta alguma. Até o momento nada foi oficializado", coloca.

Reajustes

As ações para garantir o atendimento básico das necessidades da população e os recursos para pagamento de reajustes salariais estavam em pauta na reunião do governo, que deve divulgar as propostas oficiais em reuniões ao longo da semana.

A previsão é que o governo desembolse de R$ 12 bilhões a R$ 14 bilhões do orçamento previsto para o ano que vem em reajustes. Os cálculos de aumento salarial para cada categoria devem ser feitos a partir do impacto que o governo autorizará nas contas de 2013. No dia 31 de agosto será votado o orçamento.

Movimento

Próximo de completar quarenta dias, 33 categorias em todo o país participam da greve dos servidores federais deste ano.  Em nível nacional, as paralisações iniciaram no dia 18 de junho. No amazonas, no caso dos servidores do Sindsep, os trabalhadores aderiram ao movimento grevista a partir do dia 2 do mês seguinte.

Segundo o sindicato, as manifestações atendem ao que prevê a lei dos movimentos de greve, no que se refere ao funcionamento dos serviços essências que devem ser prestados pelos órgãos.

"Em todas as paralisações houve a preocupação de se cumprir os critérios e prazos legais da greve. Mais da metade dos servidores ou a metade deles estão em greve, sendo que as atividades não são tão prejudicadas", afirma a diretora do órgão.

Ligados ao Sindsep, cinco órgãos federais no Estado estão em greve. São eles a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o Núcleo do Ministério da Saúde (MS), a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai)/ Distritos de Saúde Indígena (Dseis), Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).