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Grupo de catadores faz manifestação em frente a sede do Governo e Prefeitura

Os manifestantes fecharam a via pública durante cinco minutos. A passeata seguiu para a sede do Governo Estadual, no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus 05/06/2012 às 15:24
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A manifestação também pede a garantia de galpões para os trabalahadores. Eles atuam em nove zonas da cidade
Thiago Gonçalves Manaus (AM)

Um grupo de catadores de materiais recicláveis fez uma manifestação na manhã desta terça-feira (5) em frente a sede da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM), na Avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste. Eles reivindicam apoio das autoridades paras as atividades na capital, e a  participação na coleta seletiva do Município.

O protesto iniciou por volta das 9h. Os manifestantes fecharam a via pública durante aproximadamente cinco minutos. Segundo eles,  a Prefeitura não os atendeu. A passeata seguiu para a sede do Governo Estadual, no bairro Compensa.

Galpões
De acordo com a organizadora, Marcela Vieira, o ato também exige a garantia de galpões para os trabalhadores. Eles atuam em nove zonas da cidade. "Estávamos desde cedo tentando apresentar propostas ao prefeito, mas não fomos atendidos. Agora vamos continuar nosso protesto na sede do Governo".

Veja galeria: Catadores de Manaus fazem manifestação na Zona Oeste

Outro lado

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a Secretaria de Limpeza Pública (Semulsp) informa que “tem uma Aliança Público Privada (APP) com o Ibam (Instituto Brasileiro de Administração Municipal), o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e  Cempre (Compromisso Empresarial pela Reciclagem) cujo objetivo é montar um diagnóstico e um prognóstico da coleta seletiva em Manaus para profissionalizar o segmento. Isso cumpre exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) que tem como foco a inclusão sócio-econômica dos catadores de resíduos recicláveis”, diz trecho.

“A APP está articulando a aquisição de dois terrenos para construção de galpões (Zona Leste e Zona Norte) que vão atender de modo cooperado, as entidades que atuam nessa área – cooperativas, núcleos e associações. A intenção do prefeito Amazonino Mendes e do secretário titular da Semulsp, José Aparecido dos Santos, é construir um desses galpões em cada zona geográfica para fazer uma cobertura de 100% da área da cidade”, segue o texto.

Ainda de acordo com a nota, a Semulsp não teve o conhecimento da mobilização dos catadores. “Não sabemos. A Semulsp não estava lá nem foi chamada”.