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Manaus
PEGOS NO FLAGRA

Grupo picha frase ‘Eleição sem Lula é fraude’ em muro no AM e vai parar na delegacia

Ato em favor do ex-presidente do Brasil, feito dias antes do julgamento dele na Lava Jato, virou caso de polícia em município do Amazonas 22/01/2018 às 15:47 - Atualizado em 22/01/2018 às 15:54
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Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução/Internet
Rafael Seixas e Amanda Guimarães Manaus (AM)

Quatro homens e um adolescente foram detidos na madrugada desta segunda-feira (22), por volta de meia-noite, no município de Parintins (distante 369 quilômetros de Manaus) enquanto pichavam um muro com a frase “Eleição sem Lula é fraude”, que se refere ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT à Presidência do Brasil, que será julgado por três desembargadores no próximo dia 24 sobre o caso do tríplex do Guarujá (SP), processo em que foi condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro.

De acordo com a delegada Alessandra Trigueiro, titular da Delegacia Especializada em Polícia (DEP) de Parintins, no momento da abordagem realizada por uma guarnição da Polícia Militar, os infratores empreenderam fuga, deixando o material utilizado no chão (tinta spray).

Durante perseguição, os cinco envolvidos no caso foram capturados e encaminhados para a unidade policial do município, onde assinaram um procedimento de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), pela prática de crimes contra o meio ambiente. Após os procedimentos cabíveis, eles foram liberados sob compromisso de comparecimento à Justiça.

Caso do tríplex

Lula foi acusado pelo Ministério Público de receber o apartamento em um prédio de Guarujá, litoral de São Paulo, tendo como contrapartida beneficiar a empreiteira OAS em contratos com a Petrobras. O petista negou as acusações e pediu o cancelamento do julgamento.

O político foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses por corrupção e lavagem de dinheiro em 1.ª instância, em 12 de julho, no caso do tríplex.

A defesa de Lula tem reclamado do ritmo acelerado adotado pela Justiça na ação contra o ex-presidente. Segundo os advogados do petista, ele é alvo de "lawfare", uso indevido dos procedimentos jurídicos para persegui-lo politicamente.

No mérito, a defesa nega o envolvimento de Lula em irregularidades. O ex-presidente é alvo de outros dois processos criminais na Lava Jato no Paraná, sob condução do juiz Moro.