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‘Hoje sou um homem de Deus’, afirma acusado de diversos crimes ao ser inocentado pela Justiça

Almir Maquiné já foi considerado como assaltante e traficante de alta periculosidade em Manaus. Ele começou no crime aos 13 anos e, pela 26ª vez, foi inocentado 14/10/2015 às 09:38
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Almir Maquiné Fonseca foi absolvido no processo no qual era acusado de tentativa de homicídio, crime ocorrido há 18 nos
Joana Queiroz Manaus

O ex-assaltante e traficante, Almir Maquiné Fonseca, foi absolvido do processo no qual era acusado de tentativa de homicídio contra Ricardo Ramirez da Gama, crime ocorrido há 18 nos. Maquiné iniciou a vida criminosa aos 13 anos de idade, quando executou um homem a tiros. 

Considerado pela polícia como um dos assaltantes mais antigos em atividade, Almir Maquiné deixou o Fórum Henoch Reis, agradecendo a Deus pela sua absolvição. “Eu deixei de ser criminoso, sou homem de Deus, um missionário”.

O julgamento realizado ontem, no plenário do Tribunal do Júri, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul, foi presidido pelo juiz interino da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Eliezer Fernandes. A acusação ficou por conta do promotor de Justiça, Armando Gurgel, enquanto que  a defesa foi do defensor público, Antônio Ederval Filho. A sessão demorou menos de quatro horas. Não houve réplica e nem tréplica.

De acordo com os autos, Maquiné tentou matar a vítima porque este, antes, o havia ferido na mão com um golpe de faca que deixou sequelas. Hoje, ele não consegue movimentar os dedos da mão esquerda e por esse motivo, procurou Ricardo para se vingar. Fez três disparos e acertou um na coxa. Ele chegou a ser preso, mas foi liberado. O promotor pediu a condenação, já a defesa de Maquiné defendeu a tese de que réu agiu sob violenta emoção.

A tese de Antônio Ederval foi acatada pelo conselho de sentença que votou pela absolvição do réu.  Demonstrando tranquilidade, Maquiné agradeceu a Deus pela absolvição e na saída do plenário ele falou sobre a mudança de rumo que deu a sua vida. “Eu tinha 32 processos, por roubo, tráfico de droga, latrocínio e homicídio. Fui absolvido em 26 por falta de provas e ainda restam seis”.


De acordo com Maquiné, foram mais de 30 anos de vida envolvido com o crime. Cometeu o primeiro crime aos 13 anos de idade ao assassinar um homem durante uma briga de rua, não chegou a ser preso, foi 12 vezes mandado para a cadeia, mas nunca ficou preso por mais de seis meses e na maioria ficou preso em quartéis porque corria risco de morte se fosse para a cadeia.

Dos crimes que cometeu, até o momento, só sofreu uma condenação, por porte ilegal de arma, mas não chegou a ser mandado para a penitenciária.  Foi levado a julgamento por um crime de latrocínio ocorrido em 2008 no bairro Novo Israel, mas foi absolvido foi o último crime que praticou.

Assaltantes de alta periculosidade como Manoel Freitas, o “Manoel Tatu” Manoel Pensamento, que morreu em confronto com a polícia, eram comparsas de Maquiné e integravam uma quadrilha especializada em assalto a bancos.