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Manaus
Polícia, Ameaça de Incêndio, Distúrbios Psicológicos

Homem ameaça atear fogo na casa da família, na Zona Oeste de Manaus

Paulo Ribeiro cortou a mangueira da botija de gás, e com um isqueiro em punho ameaçava incendiar a casa em que mora com uma sobrinha e um irmão, no bairro Nova Esperança 12/09/2012 às 16:55
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Negociações para convencer Paulo a desistir de incendiar a casa duraram mais de duas horas
Síntia Maciel e Thiago Monteiro Manaus

Após duas horas de intensa negociação a Polícia Militar conseguiu evitar que Paulo Ribeiro, 26, ateasse fogo na casa em que mora com a sobrinha e o irmão, no bairro Nova Esperança, Zona Oeste de Manaus, na manhã desta quarta-feira (12).

Sofrendo de transtornos psiquiátricos, por volta das 8h desta quarta-feira, Paulo cortou a mangueira da botija de gás, e com um isqueiro em punho ameaçava incendiar o lugar.

De acordo com o tenente-coronel Antônio Escossio, que esteve à frente das negociações, há três meses após terminar o casamento em Rio Branco (AC), Paulo se mudou para Manaus, para morar com um irmão e uma sobrinha.  Com o fim do relacionamento, ele teria passado a sofrer de distúrbios psicológicos, passando a se tratar no Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, loclaizado no bairro Chapada, Zona Centro-Sul de Manaus.

“Ele estava bastante agitado, após muita conversa e negociação, conseguimos convencê-lo a desistir de atear fogo na casa e evitar uma tragédia”, informou o oficial.

Em meio as negociações, de acordo com o comandante das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), major Álvaro Cavalcante, Paulo chegou a pedir 500 gramas de cocaína, - o que não foi atendido -, além de fazer menção de que estaria com algumas bananas dinamite amarradas ao corpo, e que iria explodi-las.

 Um tio de Paulo que acompanhou parte das negociações, o camelô Sebastião Ribeiro, 59, informou que o sobrinho no período dos 9 aos 14 anos consumiu drogas inalantes como cola de sapateiro e loló – entorpecente feito à base de éter, clorofórmio e essência perfumada. Mas após se casar teria deixado as drogas de lado.

“Ele também não pode beber, por conta dos remédios controlados, mas nesse domingo (9) ele chegou a ingerir bebida alcoólica e depois quebrou algumas coisas dentro de casa”, informou o camelô.       

Após ser convencido a se entregar, Paulo foi levado por uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), para o centro psiquiátrico Eduardo Ribeiro.