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Homem mantinha namorada em cárcere privado em Manaus

Gabriel Almeida mantinha a namorada Rafaela Freitas em cárcere privado desde setembro de 2011. A mãe do rapaz disse que a moça sofria com "demônios" 07/02/2012 às 20:20
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Gabriel tentou fugir quando ia ser levado ao IML
Catiane Moura Manaus

O autônomo Gabriel Gouveia Almeida, 21, foi preso na manhã desta terça-feira (7), pelos crimes de injúria, tortura e por ter mantido por aproximadamente dois meses, sua companheira Rafaela Batista de Freitas, 18, sob cárcere privado. Gabriel ainda apresentou características de violência dentro da Delegacia de Crimes Contra Mulher (Deccm), quando entrou em confronto com a polícia e tentou fugir no momento em que estava sendo conduzido ao Instituto Médico legal (IML) para o exame de corpo delito.

A companheira de Gabriel foi encontrada pela polícia por volta das 9h, com várias lesões pelo corpo e em estado de choque na residência do suspeito na rua Bagdá, no Parque São Pedro, Zona Oeste, onde estava trancada. O autônomo foi preso meia hora depois, próximo à casa.

De acordo com o pai de Rafaela, a menina já vinha sendo espancada pelo companheiro há alguns meses. “Já fazia um bom tempo que ela não falava comigo. Eu ligava, mas só chamava e ninguém atendia. Quando foi hoje pela manhã, alguns vizinhos deles me informaram o que estava acontecendo. Eles disseram que o mesmo saía e deixava minha filha trancada dentro da casa. Ela pouco se alimentava e gritava muito quando estava sendo espancada”, declarou o pai da jovem, o eletricista Cléssio de Lima, 41.

Conforme a titular da Deccm, delegada Lia Gonzineu, Gabriel foi autuado em flagrante por injúria, tortura e cárcere privado. De acordo com ela, a prisão do mesmo ocorreu após várias denúncias de vizinhos e familiares que informaram que o suspeito agia diariamente com agressividade contra a companheira.

Segundo o advogado de Gabriel, Noberth Bessa, a mãe do suspeito, cujo nome não foi revelado, declarou que as lesões no corpo da vítima foram causadas porque ela estaria ‘endemoniada’. O advogado disse ainda que a mãe de Gabriel afirmou que as manifestações com espíritos malignos, ocorriam com frequência.