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Homem mata esposa e morre espetado pelo queixo em grade de portão

O crime aconteceu em uma quitinete, onde o casal morava com dois filhos menores, localizado na rua 12, bairro Alvorada 18/03/2013 às 21:09
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Herlen Santos de Alencar matou a esposa a facadas e estocadas de barra de ferro
Joana Queiroz Manaus (AM)

A dona de casa Kátia Seara Pinheiro, 33, foi assassinada a facadas e a cacetadas pelo marido, o pedreiro Herlen Santos de Alencar, 30, que, em seguida, foi encontrado morto espetado na grade do muro de uma casa, na rua 9, bairro Alvorada 2, Zona Centro-Oeste. O crime deixou as famílias das vítimas abaladas além de vizinhos que conheciam o casal e classificaram o fato como tragédia.

O crime aconteceu em uma quitinete, onde o casal morava com dois filhos menores, localizado na rua 12, bairro Alvorada. No momento do crime, Kátia e Herlen estavam sós. Uma vizinha contou que passava da meia-noite quando ela começou a ouvir os gritos de socorro da mulher, dizendo que o marido ia matá-la.

A vizinha disse que abriu a porta e viu Kátia despida na janela e que ela foi empurrada para o quintal pelo marido. Assim que ela caiu no chão, ele saiu e começou a furá-la com uma faca e espancá-la com um pedaço de vergalhão. “Eu pedi para ele parar e ele pegou o vergalhão e furou  a cabeça dela. Eu fechei a porta com medo”, contou a vizinha, que pediu para não ter o nome revelado.

Kátia foi socorrida por vizinhos que a levaram para o hospital e pronto-socorro João Lúcio, na Zona Leste, onde morreu. Ao saber que a mulher tinha morrido, o pedreiro saiu de casa desesperado, pulando os muros das casas e, quando tentou pular a grade do muro de uma casa na rua 9, acabou escorregando e foi espetado pelo queixo. Ele morreu na hora.

Os dois corpos foram levados para o Instituto Médico legal (IML). A morte de Herlen foi classificada como suicídio. Para os irmãos dele, que aguardavam a liberação do corpo, o pedreiro morreu acidentalmente. O corpo de Kátia foi velado na igreja Santa Terezinha, no Alvorada. A família preferiu não comentar a morte dela.

Ciúme e droga

Vizinhos disseram que Herlen era trabalhador e estava fazendo obras na quitinete onde morava. Além disso, moradores do local disseram que ele brigava com certa frequência e que passou a usar droga há algum tempo. Familiares confirmaram na polícia que o casal tinha brigas constantes, na maioria das vezes por ciúme. Eles estavam juntos há 12 anos e tinham um casal de filhos. Há suspeita de que ele estivesse sob efeito de droga quando cometeu o crime.