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Hotéis querem prioridade da Amazonas Energia

Empresários vão pedir nesta sexta-feira (17) à Amazonas Energia que dê prioridade aos seus estabelecimentos em caso de queda de energia 17/08/2012 às 08:14
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Empresários do setor hoteleiro estarão hoje na sede da Amazonas Energia
LUANA GOMES Manaus

Os empresários do setor hoteleiro local vão aproveitar a audiência pública sobre energia elétrica que será realizada nesta sexta-feira (17), na sede da Amazonas Energia, para pedir desta empresa apoio para o setor. Ontem, eles participaram de seminário sobre classificação de hospedagem no Brasil, realizada no Sebrae-AM, e voltaram a cobrar do Governo do Estado tratamento fiscal diferenciado em relação ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços da fatura de energia elétrica.

Durante a audiência na Amazonas Energia, a Associação Brasileira das Indústrias de Hotéis no Amazonas (ABIH-AM) apresentará um documento no qual apresenta seus pleitos. A entidade busca sobretudo tratamento prioritário  às suas associadas, que operam com ligação com alta tensão,  onde haja falta eventual de energia. Além disso, cobrará manutenção periódica na rede.

Incentivo fiscal

Junto ao Governo do Estado, a ABIH-AM pleiteia novo tratamento fiscal quanto ao ICMS da energia consumida pela rede hoteleira, que hoje é de 25%. A entidade gostaria que essa alíquota fosse reduzida para 17%, visto que o insumo energia tem um peso significativo no funcionamento dos hotéis.

Ainda na gestão do ex-governador Eduardo Braga, hoje senador, a ABIH-AM apresentou essa proposta, mas não obteve retorno. Na semana passada, quando informou à reportagem de A CRÍTICA que só 49% das unidades atualmente ofertadas pelos hotéis foram ocupadas no primeiro semestre, o presidente da ABIH-AM, Roberto Bulbol, voltou a dizer que cobraria do governo tratamento diferenciado no que tange ao ICMS da energia.

Ontem, a presidente da Amazonastur, Oreni Braga, ao saber do pleito da entidade, comentou que está debruçada sobre o assunto, buscando intermediar junto ao governo essa demanda dos empresários locais do ramo hoteleiro. “Isto é um assunto que estamos discutindo com o segmento hoteleiro, com a Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (Sefaz) e com a Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan)”, disse Oreni.

Cogitação

Na semana passada, quando soube do pleito da ABIH-AM, por meio da reportagem, o titular da Sefaz-AM,  Isper Abrahim, disse que, embora seja legítimo o pedido, a discussão sobre a redução do ICMS para a energia do setor elétrica está fora de cogitação. Segundo ele, neste momento, em função dos efeitos da crise econômica, a renúncia fiscal do Estado por meio do ICMS está voltada para beneficiar as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM).

 Requisitos mínimos não atendidos

A Amazonastur apresentou no evento de ontem, realizado no auditório do Sebrae-AM, o diagnóstico atual do setor hoteleiro da capital amazonense.

Conforme os dados obtidos pela empresa estatal de turismo, 41,24% dos participantes da pesquisa atendem menos de 50% dos itens avaliados, como segurança dos hóspedes. No item, pouco mais que a metade possuía pelo menos um porteiro 24 horas por dia na ativa  (54,17%).

A presidente da Amazonastur, Oreni Braga, disse que o levantamento trata apenas do básico para o funcionamento de um hotel.

A pesquisa foi feita com 97 meios de hospedagem considerados aptos para receber turistas, e que estão em constante processo de adequação da prestação de serviços e infraestrutura.