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Manaus
'VIDA NOVA'

Idoso recorre à Defensoria Pública para realizar cirurgia em hospital de Manaus

Professor aposentado fez "peregrinação" nos hospitais da cidade em busca do procedimento, mas não teve resposta. "Sem isso eu teria morrido", diz ele após passar por cirurgia 15/12/2017 às 09:56 - Atualizado em 15/12/2017 às 09:57
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Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

O professor aposentado Luiz Antônio Jorge completa 66 anos hoje, mas não tem só esta data para comemorar. Há 10 dias ele diz ter ganhado de presente uma “vida nova”, após ter sido submetido a uma cirurgia de angioplastia, feita no Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM), quando recebeu dois aparelhos denominados de stent no coração, pois já tinha 99% da veia coronária obstruída.

O procedimento cirúrgico, no entanto, só foi realizado após uma longa espera e depois de Luiz peregrinar em várias unidade de saúde, sem ter resposta urgente para o caso. Casado, pai de cinco filhos, avô de seis e bisavô de dois, ele é natural de Manacapuru e, quando veio para Manaus em busca de tratamento, em 10 de novembro, estava com 57% da coronária obstruída, mas viu o problema se agravar enquanto aguardava a cirurgia. O aposentado recorreu então à Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), para ter acesso ao tratamento.

“A cirurgia só aconteceu rapidamente graças à intervenção da Defensoria. Sem isso eu teria morrido”, disse ele, citando a ação movida pela defensora Hélvia Fernandes de Castro.

Vai-vem

Ao chegar em Manaus, em novembro, Luiz foi para o Pronto Socorro Municipal 28 de Agosto e, de lá, o encaminharam para o Hospital Francisca Mendes para fazer exames e um cateterismo, Foi quando verificou-se a necessidade da cirurgia urgente devido à obstrução quase total da coronária. Só que não havia data para realizá-la por falta de leitos na unidade.

Após dias de espera, um amigo dele, que é advogado, o orientou a procurar a Defensoria Pública. Após o atendimento na Defensoria, foi enviado ofício aos hospitais 28 de Agosto e Francisca Mendes, referências para esse tipo de cirurgia, solicitando informações sobre a existência de leitos para o atendimento imediato do paciente. “A assessora jurídica do Francisca Mendes nos procurou e foi disponibilizada a vaga para o procedimento cirúrgico e o leito na UTI”, explicou Hélvia.

“Se não tivesse feito a cirurgia eu não estaria mais aqui para contar essa história”, disse Luiz, cuja família foi atendida em um dos plantões da DPE.

Para ele, que é aposentado como professor de português da rede estadual, mas ainda deseja se formar advogado - ele está no 9º período do curso de direito -, livrar-se de um problema de saúde que costuma ser fatal é um presente inestimável. “Só tenho a agradecer pela vida nova e, se Deus quiser, ainda vou me formar e fazer um concurso para continuar trabalhando”, finalizou.