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IML utiliza tecnologia no reconhecimento de corpos e banco de dados

Em se tratando de corpos em estado avançado de putrefação, esqueletização e carbonização, os processos de identificação são realizados pelo IML por meio do exame de odontograma legal, exame antropólogico e datiloscopia 03/01/2013 às 10:00
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Os corpos são enterrados separadamente e com uma numeração que fica anexada aos dados colhidos até que alguém solicite a identificação de uma pessoa desaparecida
Bruna Souza Manaus, Am

O Instituto Médico Legal (IML) recebe diariamente diversos tipos de pedidos, entre eles, solicitações de exames de corpo de delito, conjunção carnal e retirada de corpos identificados e não identificados. Tecnologias são utilizadas no reconhecimento e na coleta de informações armazenadas em um banco de dados quando não é possível descobrir a identificação do corpo. No ano de 2012 foram enterrados 102 corpos como indigentes que não tiveram identificação, e em 2011 este número foi de 138 enterros.

O resultado positivo por meio dos procedimentos realizados no corpo encontrado no último dia 15 de dezembro de 2012, na Zona Leste, identificou que o mesmo pertencia ao engenheiro Ken Weeler da Silva Araújo, de 47 anos, desaparecido desde o dia 28 de novembro. Este e outros  procedimentos fazem parte dos trabalhos desenvolvidos pelo Instituto Médico Legal (IML). Entre eles, o recolhimento, os exames e a identificação dos corpos encontrados no Estado do Amazonas.

Dois exames foram fundamentais para a identificação do engenheiro, o odontograma legal e o laudo antropológico, realizados pelos peritos legistas do instituto. Estes processos são utilizados para identificar e coletar dados com características particulares e pessoais de cada vítima.

Exames Realizados

No caso de corpos em estado avançado de putrefação, esqueletização e carbonização, os processos de identificação são realizados pelo IML por meio do exame de odontograma legal, que é um inventário da arcada dentária comparado a exames odontológicos feitos pela pessoa ao qual se quer reconhecer, em vida.

O exame antropológico é feito com a medição dos ossos, caixa craniana, coluna vertebral que identificam a idade, o sexo, a altura, a cor da pele e a causa da morte. Existe também o exame datiloscópico que realiza a identificação por meio das impressões digitais de cada pessoa.

Os corpos que não são identificados também são enterrados, mas isso não é feito sem antes passarem pelos mesmos procedimentos. O material genético como impressão digital, medidas dos ossos, sexo, idade aproximada, raça, sangue, altura, marcas no corpo, tatuagens, cor dos olhos, cabelos e demais informações é guardado no banco de dados do setor antropológico disponível dentro da sede do IML.

Algumas pessoas deixam de ser reconhecidas porque familiares acabam não procurando o órgão para pedir a identificação de parentes ou conhecidos.

Após o período máximo de trinta dias, os corpos ficam no IML esperando que familiares possam fazer a retirada e o sepultamento dos mesmos. Depois deste prazo, o contato é feito com um dos parceiros do instituto, o S.O.S Funeral que fornece os caixões e todo o procedimento  para a realização do sepultamento.

Os corpos são enterrados separadamente e com uma numeração que fica anexada aos dados colhidos até que alguém solicite a identificação de uma pessoa desaparecida. Os familiares podem solicitar a identificação com os dados coletados e armazenados neste banco de dados, possibilitando que qualquer pessoa tenha acesso realizando assim, o reconhecimento e a possibilidade de enterrar o seu ente querido.