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Impotência sexual atinge cerca de 15 milhões de brasileiros

O índice de registros da disfunção erétil é alto em homens com menos de 40 anos. O problema é devido a fatores psicológicos e a iniciação sexual precoce 17/10/2012 às 09:23
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O urologista Anoar Abdul Samad diz que muitos jovens estão usando estimulantes sexuais por medo de “falhar”
Milton de Oliveira Manaus, Am

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que 30% população mundial masculina sofre de disfunção erétil, popularmente conhecida como impotência sexual. No Brasil, em torno de 11 milhões a 15 milhões de homens sofrem com o problema. A dificuldade de ter ereção não afeta apenas os homens mais velhos, mas também os jovens.

De acordo com o urologista Anoar Abdul Samad, o Amazonas ainda não possui dados sobre o número de pessoas afetadas pela disfunção erétil, mas, a estimativa é de que 60% desses homens tenham também problemas no coração. Ainda conforme Anoar, o que mais preocupa é que muitos jovens estão usando estimulantes sexuais por medo de “falhar”.

“No jovem, a parte emocional conta muito nestas situações porque há grande cobrança por um bom desempenho sexual e, às vezes, isso não acontece”, disse o médico, acrescentando que falta nos jovens a maturidade sexual. Isso proprorciona uma relação sexual tranquila, sem cobranças.

A solução, segundo ele, é buscar ajuda especializada para aliviar o problema. Viagra Outro problema que afeta os jovens por conta da insegurança, segundo o urologista, é o de ejaculação precoce.

“Por isso, não é de se espantar que jovens andem com comprimidos de Viagra ou outro medicamento estimulante no bolso, para conseguir alto desempenho sexual”, acrescentou. De acordo com Anoar, o problema de disfunção erétil nos homens com menos de 40 anos é devido a fatores psicológicos, relacionados, por exemplo, à iniciação sexual inadequada.

Já nos homens com idade acima de 40 anos, os fatores podem ser físicos. “Temos o dados de que 52% dos homens com 50 anos de idade apresentam problema de ereção.

E muitos, para fugir disso, colocam a culpa na mulher, deixando-a em uma situação inferior e humilhada, quando sabemos que o problema não está nela”, contou Anoar Samad.

Comportamento

Outros sintomas manifestados pelos homens com problema de ereção estão no comportamento atípico. “Há homens que evitam a relação sexual, não discutem sobre o assunto, ficam deprimidos e começam a ter problemas na família e no trabalho. Isso pode acarretar em uma crise porque a mulher acaba achando que ele está saindo com outra”, disse Anoar.

O urologista alerta que apesar de ser um problema amplo, existe solução. Segundo Anoar, o casal que vivencia problemas de disfunção sexual deve ser atendido em conjunto porque a parceira necessita também de orientação e pode auxiliar diretamente o parceiro no tratamento.

“Para ser um problema, a disfunção erétil deve ser contínua porque existem as que ocorrem ocasionalmente, ou seja, o homem pode falhar durante a relação sexual por outros fatores como estresse e ansiedade”, explicou.

Causas e fatores de risco da impotência

As causas orgânicas e os fatores de risco de uma disfunção erétil incluem problemas vasculares, diabetes, hipertensão, alcoolismo crônico, consumo exagerado de tabaco, traumas pélvicos e lesões da coluna vertebral e outras condições médico-cirúrgicas.

As causas psicológicas da disfunção erétil incluem, entre outras coisas, o temor do desempenho, o estresse, a depressão e os conflitos matrimoniais.

O problema tem solução. Após ser detectada a impotência sexual através de um diagnóstico clínico, existem vários recursos para tratamento. Dentre eles estão a psicoterapia, reposição hormonal após os 45 anos de idade e a prótese.

Saiba mais

A disfunção erétil ou impotência sexual é a incapacidade de iniciar e de manter uma ereção em pelo menos 50% das tentativas durante a relação sexual. Ela incapacita o homem de obter ou manter ereções suficientemente rígidas para a penetração vaginal, segundo o Portal da Saúde.

Estimulantes

 Estimulantes sexuais melhoram a ereção, mas devem ser tomados somente com orientação médica.