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Manaus
Cotidiano, Incêndio, Corpo de Bombeiros

Incêndio de grandes proporções atinge casas em becos da Zona Centro-Sul de Manaus

Estimativa da Defesa Civil é a de que em torno de 70 casas de madeira tenham sido consumidas pelo fogo, que se alastrou rápido devido o vento e o material dos imóveis 19/04/2012 às 09:32
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Área de casas destruídas pelo incêndio ocorrido na manhã desta quarta-feira (18) em Manaus
Síntia Maciel e Joelma Muniz Manaus

Um incêndio de grandes proporções atingiu na manhã desta quarta-feira (18), várias casas no bairro Presidente Vargas, conhecido como Matinha, na Zona Centro-Sul de Manaus.

Relatos de moradores do lugar dão conta de que o sinistro teria iniciado no beco Bragança e se alastrado até o quarto beco Boa Sorte, e de lá seguido para as casas localizadas no beco Walter Rayol, localizado em uma área do bairro conhecida como “Bariri”.

Boa parte dos imóveis, além de serem próximos eram de madeira, o que contribuiu para que o fogo se propagasse com  velocidade, juntamente com o vento forte.

O desespero tomou conta dos moradores, que ao perceberem que as chamas se aproximavam trataram de retirar seus objetos de valor de dentro das casas, antes que os mesmos fossem consumidos pelo fogo.    

O número exato de casas destruídas pelo incêndio só será divulgado por volta das 16h, em virtude do cadastro social que está sendo realizado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Seas) e a Secretaria Municipal de Defesa Civil (Semdec).

Entretanto, na estimativa do titular da Semdec, coronel Ary Renato, em torno de 70 casas foram destruídas pelo fogo.

Por voltas das 10h, o incêndio estava totalmente controlado. As causas do incêndio ainda são desconhecidas

Acesso
“O incêndio consumiu as casas em aproximadamente 30 minutos. Mas Graças a Deus, conseguimos conter o avanço das chamas, e evitar que se transformasse em uma grande catástrofe”, informa o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Antônio Dias, que acompanhou pessoalmente a atuação dos 148 bombeiros no local.

Quatorze carros de combate a incêndio e oito viaturas de apoio foram deslocadas até o lugar. As equipes do Corpo de Bombeiros também contaram com o apoio de dois carros pipas, da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp).

As principais dificuldades encontradas pelos Bombeiros, conforme o comandante da instituição foram as ruas estreitas, que inviabilizaram o acesso rápido das viaturas, bem como a própria geografia do lugar, que além de conter vários becos estreitos, está com parte das vias de acesso alagadas pela cheia.

Ele explicou que o chamado dando conta de que havia um incêndio, entrou na central de atendimento, às 8h48. Às 8h54, uma viatura já se encontrava no local.

Entretanto, como as chamas se propagaram rápido, em virtude do vento e do material das casas – madeira -, várias equipes e viaturas estavam espalhadas na área do incêndio.

“Nosso tempo de resposta foi de 6 minutos. Não houve atraso, tivemos dificuldades de acesso, mas havia equipes em várias partes, combatendo o incêndio”, salientou.            

Ainda segundo o coronel Antônio Dias, não houve o registro de vítimas fatais ou lesionadas pelas chamas.

Saques
Vinte policiais militares foram deslocados até o local, para evitar saques aos pertences de moradores que levaram os seus objetos de valor para a rua, com medo de que as chamas atingissem as suas casas.

Em meio ao tumulto formado ao longo do beco Walter Rayol e vias adjacentes, algumas pessoas se aproveitaram para saquear  os objetos.


Ajuda
Os moradores que tiveram as suas casas destruídas pelo incêndio foram levadas para a Escola Municipal Sergio Alfredo Pessoa Figueiredo, localizada nas proximidades do sinistro, onde seriam submetidas a uma triagem realizadas por equipes da Seas e da Semdec.

Conforme o titular da Semdec, coronel Ary Renato, os moradores do lugar não retornaram para a área afetada, pois os mesmos além de serem beneficiados pelo Prosamim, habitavam uma área de risco.

"Não se retorna para área de risco", observou.