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Indígenas são recebidos na Prefeitura de Manaus após uma semana de protesto

Depois de sete dias acampados na frente da sede da PMM, líderes de invasão foram atendidos pelo secretário Márcio Noronha 24/04/2015 às 22:09
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Dezenas de índios fecharam a avenida Brasil, Compensa, com o objetivo de chamar a atenção das autoridades
acritica.com Manaus (AM)

Os líderes indígenas que representam  moradores da invasão batizada de  Nações Indígenas, localizada no Tarumã, Zona Oeste, foram recebidos,  nesta sexta-feira (25), pelo secretário-chefe da Casa Civil da Prefeitura de Manaus, Márcio Noronha.  Os índios estavam acompanhados do defensor público Carlos Alberto Almeida Filho e do advogado do grupo, Abdala Sadho. 

“Decidimos durante o encontro agendar outra reunião com a presença do Governo do Estado e de representantes do Ministério Público Federal (MPF-AM) para definirmos de vez essa questão com os indígenas”, disse Noronha.

Os índios estão acampados há uma semana em frente à sede da prefeitura, na avenida Brasil, Compensa, Zona Oeste, em protesto contra a decisão da Justiça Federal, que exige a desocupação da área  invadida no Tarumã no ano de 2011.

Como cumprimento dessa decisão judicial, na quinta-feira  mais de 2,8 mil pessoas ficarão sem energia  na área ocupada por indígenas. O processo de desligamento da rede elétrica ocorreu de forma pacífica, sendo capitaneado pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). Segundo órgão, a data para a reintegração de posse segue indefinida.

Até o estabelecimento de uma data para a retirada das famílias, em sua maioria indígenas de 12 etnias, toda a população deverá ficar sem energia elétrica. “Vai ser ruim, mas temos defensores públicos que estão atuando a nosso favor”, disse o líder da comunidade, José Augusto dos Santos, que se identifica como integrante da etnia Miranha. “Não queremos sair daqui. Ocupamos esse local por necessidade e tudo o queremos é um local para morar e plantar”, completou.

De acordo com o líder da invasão, as famílias ocuparam a área há quatro anos e o espaço nunca tinha sido reivindicado por nenhum dono.

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Invasores temem perder investimento

 Segundo o cacique Pedro dos Santos, da etnia Mura, a tensão entre os moradores aumentou porque muitos  investiram na construção de  casas e agora correm o risco de ficar sem nada. “Fiz  empréstimo para fazer uma boa casa e ainda não terminei de pagar”, disse.